Mulher escovando os dentes com força e arriscando uma erosão dentária.

Erosão dentária? Entenda como proteger seu sorriso do desgaste

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Recentemente, o mundo da odontologia voltou seus olhos para uma notícia promissora: o desenvolvimento de um gel capaz de regenerar o esmalte dentário. A novidade acendeu uma luz de esperança para milhões de pessoas que sofrem com o desgaste dos dentes. No entanto, enquanto a ciência caminha para tornar essa tecnologia acessível a todos, uma ameaça silenciosa continua ativa em nossa rotina: a erosão dentária.

Embora a perspectiva de “cultivar” novo esmalte seja fascinante, a realidade clínica atual nos convida a uma reflexão urgente sobre preservação. Afinal, por que estamos perdendo essa estrutura tão preciosa?

Visto que acreditamos que a informação é a primeira linha de defesa da sua saúde, viemos te contar mais sobre a erosão dentária. Por isso, preparamos este guia completo para você entender o que é a erosão, como a inovação científica se encaixa nesse cenário e o que você deve fazer hoje para não depender de tratamentos futuros.

O que é a erosão dentária?

Para compreendermos a gravidade da erosão, precisamos primeiro falar sobre o esmalte. O esmalte dentário é a substância mais dura e mineralizada do corpo humano, servindo como um escudo protetor para as camadas internas e sensíveis do dente (a dentina e a polpa).

Diferente da cárie, que é causada por ácidos produzidos por bactérias a partir do açúcar, a erosão dentária é um processo químico de desgaste irreversível causado por ácidos de origem não bacteriana.

Como o processo ocorre?

Imagine uma rocha sendo constantemente atingida por ondas do mar. Com o tempo, ela se desgasta. Nos dentes, esse “mar” é um ambiente ácido. Quando o pH da boca cai abaixo de um nível crítico (geralmente 5,5), os minerais do esmalte começam a se dissolver. Se esse ataque ácido for frequente e a saliva não conseguir neutralizá-lo a tempo, a estrutura do dente é permanentemente perdida.

Para o Dr. José Antônio Rios, nome que assina o Crool by Rios e Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial, a erosão é traiçoeira justamente por ser indolor em seus estágios iniciais:

“Muitos pacientes chegam ao consultório acreditando que têm cáries devido à sensibilidade, quando, na verdade, estão sofrendo um processo erosivo avançado. O esmalte não possui células vivas, o que significa que, uma vez perdido, o corpo não consegue repô-lo naturalmente da mesma forma que cicatriza um corte na pele.”

Fatores de risco: De onde vêm os ácidos?

Antes de tudo, a erosão dentária é multifatorial. Para facilitar o entendimento e ajudar na identificação de riscos, podemos dividir as causas em dois grupos principais:

1. Fatores Extrínsecos (De fora para dentro)

Estão relacionados à dieta e estilo de vida moderno. O consumo frequente de alimentos e bebidas ácidas é o maior vilão aqui.

  • Refrigerantes e bebidas gaseificadas: Mesmo as versões “zero” possuem ácidos (como o fosfórico e o cítrico) que corroem o esmalte.

  • Sucos de frutas cítricas: Limão, laranja e abacaxi são saudáveis, mas altamente erosivos se consumidos em excesso.

  • Bebidas isotônicas e energéticos: Muito consumidos por atletas, são extremamente ácidos.

  • Vinho: Tanto o tinto quanto o branco possuem acidez elevada.

2. Fatores Intrínsecos (De dentro para fora)

Aqui, a erosão é um sintoma de que algo no organismo não vai bem. O ácido vem do próprio estômago.

  • Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE): O ácido estomacal retorna à boca, causando danos severos, muitas vezes durante o sono.

  • Transtornos alimentares: A bulimia, que envolve vômitos frequentes, expõe os dentes a ácidos fortíssimos.

No Crool by Rios, adotamos uma abordagem integrativa. “Ao identificarmos sinais de erosão intrínseca, como o desgaste na face interna dos dentes, atuamos não apenas na restauração do sorriso, mas orientamos o paciente a buscar ajuda médica especializada, seja um gastroenterologista ou psicólogo. A boca é o espelho da saúde sistêmica”, pontua o Dr. Rios.

A ciência por trás do gel regenerador

Assim como mencionamos no início, estudos recentes têm explorado o uso de peptídeos — cadeias de aminoácidos — para criar uma estrutura que imita a formação natural do dente.

O objetivo desses géis é guiar a deposição de novos minerais sobre o dente, “reconstruindo” o esmalte em nível microscópico. Embora os resultados sejam promissores e representem um salto na biomimética odontológica, é crucial manter os pés no chão.

Atualmente, a maioria dessas tecnologias ainda está em fases de testes ou possui indicações muito específicas (para lesões iniciais). Não existe, hoje, um produto mágico na prateleira da farmácia que faça um dente desgastado crescer novamente da noite para o dia. A “cura” tecnológica é um horizonte, mas a prevenção é a realidade.

Como identificar a erosão

Você não precisa esperar sentir dor para procurar o dentista. O esmalte dá sinais visuais antes de falhar completamente. Fique atento a:

  1. Transparência nas bordas: As pontas dos dentes anteriores (incisivos) começam a ficar azuladas ou transparentes.

  2. Alteração de cor: À medida que o esmalte (branco) afina, a dentina (amarela) logo abaixo começa a aparecer, deixando o sorriso amarelado.

  3. Sensibilidade: Pontadas agudas ao consumir alimentos gelados, quentes ou doces.

  4. Arredondamento dos dentes: Os dentes perdem suas formas anatômicas naturais e parecem “lisos” ou polidos demais.

  5. Pequenas rachaduras: Falhas ou fissuras nas bordas dos dentes.

Estratégias de prevenção

Enquanto aguardamos o futuro dos géis regeneradores se tornar uma rotina clínica acessível, o Dr. José Antônio Rios recomenda um protocolo rigoroso de cuidados para “blindar” o esmalte que você tem hoje.

O que fazer:

  • Use creme dental fluoretado: O flúor fortalece o esmalte e ajuda na remineralização superficial.

  • Beba água: A saliva é a defesa natural da boca. Manter-se hidratado garante um bom fluxo salivar para neutralizar ácidos.

  • Canudinho é aliado: Ao beber líquidos ácidos, use canudos para minimizar o contato com os dentes.

  • Mascar chiclete sem açúcar: Isso estimula a produção de saliva após as refeições.

O que evitar (Erro comum):

  • Escovar imediatamente após comer algo ácido: “Este é o erro mais comum. Quando você ingere algo ácido, o esmalte fica amolecido temporariamente. Se você passar a escova logo em seguida, estará removendo mecanicamente esse esmalte enfraquecido. O ideal é fazer um bochecho com água, esperar 30 minutos e só então escovar”, alerta o Dr. Rios.

O papel do Crool by Rios na sua saúde

A erosão dentária, quando não tratada, pode levar à perda de dimensão vertical do rosto (envelhecimento precoce), sensibilidade insuportável e necessidade de tratamentos complexos de canal ou próteses.

No Crool by Rios, unimos tecnologia de ponta e conhecimento especializado para diagnosticar a erosão em seus estágios iniciais. Utilizamos scanners intraorais e magnificação para detectar desgastes que passariam despercebidos a olho nu.

Se o dano já ocorreu, nossa equipe de reabilitação oral e estética dispõe de técnicas minimamente invasivas, como as lentes de contato dentais e resinas compostas de alta performance, que devolvem a função e a estética, protegendo a estrutura remanescente do dente. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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