Um casal de japoneses sorrindo e celebrando a saúde bucal e expectativa de vida.

O sorriso da longevidade: A relação entre saúde bucal e expectativa de vida

Compartilhe:

Você já parou para pensar que a sua escova de dentes pode ser uma ferramenta tão importante para a longevidade quanto seus tênis de corrida ou uma dieta equilibrada? Recentemente, dados reveladores vindos do Japão — país referência mundial em longevidade — trouxeram à tona uma conexão profunda e alarmante: a relação entre saúde bucal e expectativa de vida é mais estreita do que muitos imaginavam.

Então, neste artigo, vamos mergulhar em dois estudos de grande escala que estão moldando a forma como a ciência encara a boca não apenas como a porta de entrada para os alimentos, mas como um termômetro da vitalidade humana.

A Universidade Metropolitana de Osaka e a ciência por trás do sorriso

A relação entre dentes e vida longa não é apenas uma teoria. Uma pesquisa massiva realizada pela Universidade Metropolitana de Osaka analisou dados de exames dentários de 190.282 residentes da província de Osaka, todos com 75 anos ou mais, entre os anos fiscais de 2018 e 2020. O objetivo era claro: entender a relação entre a condição dental e a “mortalidade por todas as causas”.

Os resultados são contundentes. O estudo revelou que as taxas de mortalidade eram significativamente mais baixas entre pessoas que possuíam um número maior de dentes saudáveis ou adequadamente tratados. Em contrapartida, aqueles que conviviam com cáries não tratadas enfrentavam riscos elevados.

De acordo com o Dr. José Antônio Rios, Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial, especialista em Periodontia e nome que assina o Crool by Rios, esses dados reforçam uma realidade clínica: “A presença de cáries não tratadas e infecções periodontais não é um problema isolado. Elas geram um estado de inflamação crônica no organismo que pode comprometer o sistema cardiovascular e a saúde física geral, reduzindo a resiliência do idoso”, explica o especialista.

O número mágico: 21 dentes ou mais

Um dos dados mais impactantes da pesquisa de Osaka aponta que idosos sem dentes restantes apresentaram um risco de mortalidade cerca de 1,7 vez maior do que aqueles que mantinham 21 dentes ou mais.

A precisão do estudo foi tanta que os pesquisadores notaram que a contagem de dentes saudáveis e, crucialmente, dentes tratados (reabilitados) foi a forma mais eficaz de prever a longevidade. Isso superou até mesmo as medições que contavam apenas dentes naturais intactos. Isso significa que a intervenção odontológica de qualidade — como a que promovemos no Crool — tem o poder direto de devolver anos de vida ao paciente.

O alerta do Instituto de Ciência de Tóquio sobre a fragilidade oral

Enquanto Osaka focou no número de dentes, pesquisadores do Instituto de Ciência de Tóquio direcionaram seus olhares para a funcionalidade. Eles examinaram o impacto da fragilidade oral na expectativa de vida saudável de 11.080 idosos ao longo de seis anos.

Mas, o que exatamente é a fragilidade oral? Ela é definida pela presença de três ou mais sintomas específicos:

  • Poucos dentes restantes;

  • Dificuldade para mastigar;

  • Dificuldade para engolir (disfagia);

  • Boca seca (xerostomia);

  • Dificuldade para falar.

O estudo mostrou que pessoas com fragilidade oral têm um risco 1,23 vez maior de necessitar de cuidados de longo prazo (dependência) e um risco 1,34 vez maior de morte. Além disso, a expectativa de vida saudável aos 65 anos foi cerca de 1,4 a 1,5 anos mais curta para esse grupo.

O impacto da prevenção e a campanha “8020”

Antes de tudo, o estudo de Osaka não surgiu do nada. Na verdade, ele se baseia na famosa campanha japonesa “8020”. Criada em 1989, a iniciativa incentiva a população a manter pelo menos 20 dentes próprios até os 80 anos. No início, apenas 10% dos japoneses alcançavam a meta. Em julho de 2025/2026, esse número saltou para impressionantes 61,5%.

Para o Dr. Rios, esse é um modelo que o Brasil precisa observar com atenção. “A meta de 20 dentes não é estética. Com 20 dentes, o indivíduo consegue manter uma nutrição adequada, mastigando fibras e proteínas essenciais. Quando a função mastigatória cai, a ingestão de alimentos diminui, a força física se esvai e a interação social — tão importante para a saúde mental — é prejudicada”, pontua ele.

Do Japão ao Brasil: O desafio da cárie

Embora os estudos citados utilizem a população japonesa como base, os reflexos são globais e encontram um cenário crítico no Brasil. Aqui, a cárie ainda é a principal responsável pela perda dentária em diversas faixas etárias.

No Crool, reconhecemos que a saúde bucal é uma prática que deve ser nutrida desde o recém-nascido. A prevenção da cárie na infância e juventude é o que garantirá que, no futuro, esse paciente não entre nas estatísticas de fragilidade oral e mortalidade precoce. Como bem lembra o Dr. José Antônio Rios, “cuidar da boca é um investimento de longo prazo na própria sobrevivência”.

Como reverter e prevenir a fragilidade oral?

Pois bem, a boa notícia é que a fragilidade oral pode ser prevenida. Além disso, em muitos casos, seus efeitos podem ser mitigados através de intervenções precisas. Então, aqui estão as orientações fundamentais apoiadas pela equipe do Crool by Rios:

  1. Visitas regulares ao dentista: O estudo de Tóquio revelou que pessoas que visitam o dentista regularmente tiveram uma expectativa de vida saudável cerca de um ano mais longa, em média.

  2. Reabilitação oral: Se você já perdeu dentes, a reposição através de implantes ou próteses de alta performance não é apenas uma questão de autoestima, mas de restaurar a função mastigatória e reduzir a inflamação sistêmica.

  3. Exercícios de função bucal: Práticas que estimulam a mastigação e o fortalecimento da musculatura orofacial ajudam a evitar a dificuldade de engolir.

  4. Hidratação e controle da boca seca: A saliva é protetora. Manter-se hidratado e investigar causas de xerostomia protege os dentes restantes.

  5. Higiene rigorosa: O controle do biofilme (placa bacteriana) impede que cáries e doenças periodontais se tornem portas de entrada para bactérias no fluxo sanguíneo.

O seu futuro começa e termina pela boca

Assim como vimos, os dados não mentem: a saúde bucal e a expectativa de vida caminham de mãos dadas. A fragilidade oral é um sinal de alerta que não deve ser negligenciado, pois ela precede a fragilidade física geral.

O Crool by Rios é o lugar ideal para quem busca o cuidado com a saúde bucal de toda a família e, especialmente, para aqueles que necessitam de uma reabilitação oral profunda e humanizada. Com o olhar atento e a expertise do Dr. José Antônio Rios, nossa equipe está preparada para transformar sua saúde bucal em um pilar de longevidade.

Não espere os sinais de fragilidade aparecerem. Agende uma avaliação e garanta que seu sorriso seja o seu melhor aliado para viver mais e melhor. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

Compartilhe:

Posts Relacionados