A saúde é um ecossistema onde a mente e a boca estão intrinsecamente conectadas. Recentemente, o público brasileiro foi pego de surpresa com a saída do ator Henri Castelli do BBB 26, após sofrer uma crise convulsiva dentro da casa. O episódio, embora delicado, abriu uma janela necessária para educar a população sobre a epilepsia e, algo frequentemente negligenciado, as suas sérias implicações para a saúde bucal.
Dessa forma, vamos nos aprofundar no que acontece com a cavidade oral durante uma crise. Além disso, explicamos como os medicamentos para controle da condição afetam os tecidos bucais, afinal, essas são informações fundamentais para garantir a qualidade de vida e a integridade do sorriso de pacientes epilépticos.
O caso Henri Castelli e a conscientização sobre epilepsia
No dia 15 de janeiro de 2026, a saída de Henri Castelli do reality show mais assistido do país gerou uma onda de buscas sobre a condição neurológica que o afetou. Uma crise convulsiva é resultado de uma atividade elétrica anormal e excessiva no cérebro. Durante esse evento, o corpo pode apresentar movimentos involuntários e uma contração muscular severa, o que coloca a boca em uma posição de vulnerabilidade imediata.
Para o Dr. José Antônio Rios, Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial, especialista em Periodontia e nome que assina o Crool by Rios, casos como este reforçam a necessidade de um olhar multidisciplinar. “Muitas vezes, o paciente foca apenas no controle neurológico, mas os danos colaterais na boca — sejam eles traumáticos ou químicos — podem comprometer severamente a saúde geral se não houver um acompanhamento odontológico preventivo”, explica o especialista.
O impacto das crises convulsivas na saúde bucal
A relação entre epilepsia e saúde bucal manifesta-se de duas formas principais: o trauma mecânico durante a crise e os efeitos colaterais da terapia medicamentosa a longo prazo.
1. Traumas físicos e emergências odontológicas
Durante uma crise tônico-clônica (o tipo mais comum associado a quedas e contrações), a musculatura mastigatória exerce uma força desproporcional. Isso pode resultar em:
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Mordidas severas na língua e bochechas: O fechamento abrupto da mandíbula causa lacerações profundas que podem levar a infecções secundárias.
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Fraturas dentárias e luxações: O impacto entre os dentes superiores e inferiores, ou a queda direta contra o solo, pode causar desde trincas no esmalte até a avulsão (saída completa) do dente.
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Luxação da articulação temporomandibular (ATM): A força da contração pode deslocar a mandíbula, exigindo intervenção profissional imediata.
2. Os efeitos dos medicamentos anticonvulsivantes
Além disso, o tratamento para epilepsia é contínuo e, embora essencial para o controle das crises, alguns fármacos possuem efeitos colaterais significativos na boca.
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Hiperplasia gengival medicamentosa: Pois bem, este é um dos desafios mais comuns na Periodontia. Medicamentos como a fenitoína podem causar o crescimento excessivo do tecido gengival. “A gengiva cresce de tal forma que pode cobrir parte da coroa dos dentes, dificultando a higiene e favorecendo o acúmulo de placa bacteriana“, pontua o Dr. Rios. Então, se não tratada, a hiperplasia pode exigir cirurgias periodontais para restabelecer a estética e a função.
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Xerostomia (Boca seca): Muitos anticonvulsivantes reduzem a produção de saliva. Sem o fluxo salivar adequado, o pH da boca cai, aumentando drasticamente o risco de cáries e doenças periodontais.
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Cáries e perda dentária: A combinação de higiene dificultada (pela gengiva aumentada) e a xerostomia cria o ambiente perfeito para a deterioração dental acelerada.
Primeiros socorros durante uma crise convulsiva
Inspirados pelo manejo correto ocorrido no BBB 26, é vital desmistificar certas práticas. Portanto, ao presenciar alguém em crise, como aconteceu com Henri Castelli, siga este protocolo de segurança:
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Proteja a cabeça: Coloque algo macio por baixo (como uma blusa ou travesseiro) para evitar traumas cranianos.
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Posicione a pessoa de lado: Isso evita que ela se engasgue com a própria saliva ou vômito.
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Afaste objetos perigosos: Retire móveis ou itens cortantes de perto.
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Cronometre a crise: Se durar mais de 3 a 5 minutos, chame o SAMU (192) imediatamente.
O que NÃO fazer:
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Não coloque nada na boca da pessoa: Existe um mito perigoso de que a pessoa pode “engolir a língua”. Isso é anatomicamente impossível. Colocar dedos, colheres ou panos na boca pode causar fraturas dentárias no paciente e ferimentos graves em quem está ajudando.
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Não tente segurar os movimentos: Apenas garanta que a pessoa não se machuque.
A importância da abordagem do dentista
Antes de tudo, o manejo do paciente epiléptico no consultório exige sensibilidade e expertise técnica. Diante disso, o Dr. José Antônio Rios enfatiza que a comunicação é a chave para a segurança.
“Precisamos saber quais medicamentos o paciente utiliza, a frequência das crises e quais são seus gatilhos (como luzes fortes ou estresse). Com essas informações, planejamos o atendimento em horários de menor fadiga e preparamos um ambiente acolhedor”, afirma o especialista.
Estratégias de cuidado no Crool by Rios:
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Prevenção de hiperplasia: Monitoramento constante da saúde gengival para evitar que o crescimento do tecido chegue a estágios cirúrgicos.
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Protetores bucais customizados: Para pacientes com crises frequentes, o uso de protetores pode minimizar danos dentários durante os episódios noturnos ou diurnos.
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Higiene rigorosa e uso de fluoretos: Programas de manutenção para combater os efeitos da xerostomia.
Saúde integrada para uma vida plena
Por fim, o caso de Henri Castelli nos ensina que a epilepsia não define a capacidade de uma pessoa, mas exige cuidados específicos e uma rede de apoio qualificada. A saúde bucal é uma peça central nesse quebra-cabeça. Assim como reforçamos por aqui, danos aos dentes ou à gengiva podem afetar a autoestima, a nutrição e até o controle sistêmico da condição neurológica.
O Crool by Rios é o lugar ideal para quem busca esse cuidado integrado. Com uma equipe liderada pelo Dr. José Antônio Rios, unimos a alta tecnologia da cirurgia bucomaxilofacial e da periodontia a um atendimento humanizado, focado na prevenção e na segurança total do paciente. Nossa missão é garantir que seu sorriso esteja protegido, independentemente dos desafios da sua saúde geral. Então, já sabe, né? Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
