Você já passou por uma extração de dente, como a do siso, e nos dias seguintes sentiu como se sua mandíbula estivesse “travada” ou “enferrujada”? Essa sensação de limitação para abrir a boca é mais comum do que se imagina no universo odontológico. Embora possa causar um susto inicial e dificultar tarefas simples como comer ou escovar os dentes, essa condição tem nome: trismo.
Pensando nisso, nos propomos a mergulhar na complexidades dessa condição. Com o auxílio técnico do Dr. José Antônio Rios, Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial, especialista em Periodontia e fundador do Crool by Rios, explicaremos por que o trismo acontece, qual sua relação com a articulação temporomandibular (ATM) e o que você deve fazer para recuperar sua mobilidade bucal com conforto e rapidez.
O que é o trismo dentário?
Antes de tudo, em termos didáticos, o trismo é a contração tônica (espasmo) dos músculos da mastigação, o que resulta em uma abertura limitada da boca. Originalmente, o termo era associado quase exclusivamente ao tétano, mas hoje, na odontologia moderna, ele descreve qualquer dificuldade motora mandibular causada por inflamações, traumas ou procedimentos cirúrgicos.
De acordo com o Dr. José Antônio Rios, o trismo não é uma doença em si, mas sim um sintoma ou um sinal clínico de que algo não vai bem na região orofacial. “Muitas vezes, o paciente chega ao consultório alarmado porque não consegue abrir a boca mais do que um ou dois centímetros. Nosso papel é identificar se esse travamento é uma resposta inflamatória esperada ou se há um comprometimento maior”, explica o especialista do Crool.
O gatilho comum: por que a abertura da boca diminui após extrações?
A causa mais frequente de consulta por trismo no Crool by Rios é o pós-operatório de cirurgias orais, especialmente a extração de terceiros molares (os famosos dentes do siso).
Existem três razões principais para isso ocorrer após uma cirurgia:
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Inflamação muscular: O trauma cirúrgico e a manipulação dos tecidos podem causar um processo inflamatório nos músculos masseter e temporal.
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Injeção de anestesia: Em alguns casos, a agulha pode atingir acidentalmente o músculo pterigoideo medial ou causar um pequeno hematoma interno, levando ao espasmo reflexo.
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Manutenção da boca aberta: O tempo prolongado com a boca aberta durante o procedimento pode gerar um estresse excessivo na articulação.
Para o Dr. Rios, é fundamental que o paciente entenda que esse desconforto faz parte da resposta biológica. “A inflamação é um mecanismo de defesa. O músculo se contrai para ‘proteger’ a área lesionada, evitando movimentos que possam causar dor ou romper os pontos”, esclarece o Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial.
A importância da ATM (Articulação Temporomandibular) no quadro de trismo
Além disso, para compreender o trismo, precisamos falar da ATM. Essa articulação, localizada à frente do ouvido, é uma das mais complexas do corpo humano, sendo responsável por todos os movimentos da mandíbula: abrir, fechar e lateralizar.
Dessa forma, a saúde da ATM está intrinsecamente ligada à musculatura mastigatória. Quando o trismo se instala, a ATM sofre uma sobrecarga. Se a articulação já possuir algum grau de disfunção prévia (DTM), o trismo pode ser mais severo ou duradouro.
“A ATM funciona como uma dobradiça sofisticada. Se os músculos que a movem estão em espasmo, a dobradiça não funciona corretamente”, ilustra o Dr. José Antônio Rios. Ele reforça que, no Crool, a avaliação da ATM é um passo essencial antes de qualquer tratamento para trismo, garantindo que o disco articular não esteja sofrendo pressões indevidas.
Trismo temporário vs. Trismo prolongado: qual a diferença?
Outro ponto importante é que nem todo trismo é igual. Portanto, identificar o tipo é o que define a urgência e o tipo de tratamento.
Trismo temporário (Agudo)
É o mais comum. Geralmente surge 24h após um procedimento dentário e atinge seu pico em 48h. Com os cuidados adequados, a abertura da boca volta ao normal em um período de 7 a 15 dias. É causado principalmente por inflamação leve ou trauma local.
Trismo prolongado (Crônico)
Este requer atenção redobrada. Se a limitação persistir por mais de duas semanas ou vier acompanhada de febre, mau cheiro na boca ou dor pulsante, pode indicar complicações como:
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Infeções graves (osteomielite);
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Fibrose (cicatriz muscular rígida);
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Problemas degenerativos na ATM;
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Reação a tratamentos de radioterapia (osteorradionecrose).
“No caso de trismo prolongado, a intervenção precisa ser imediata para evitar que a musculatura sofra uma atrofia ou que a articulação fique permanentemente limitada”, alerta o Dr. Rios.
Como o trismo se relaciona com outros problemas dentários?
Além das cirurgias, o trismo pode ser um sinal de alerta para outras condições que o Dr. José Antônio Rios e sua equipe monitoram no Crool:
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Pericoronarite: Inflamação da gengiva que recobre um dente semi-incluso (geralmente o siso). A infecção pode se espalhar para os músculos próximos, causando o travamento.
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Abscessos dentários: Infecções na raiz do dente que geram pus e inchaço, afetando a mobilidade mandibular.
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Bruxismo severo: O apertamento constante dos dentes cansa a musculatura ao ponto de gerar espasmos matinais similares ao trismo.
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Tumores e cistos: Em casos raros, o crescimento de lesões ósseas pode impedir o movimento físico da mandíbula.
Como tratar o trismo: orientações e cuidados
Diante disso, o tratamento para o trismo foca em reduzir a inflamação e relaxar a musculatura. Sob a supervisão de um especialista, as abordagens comuns incluem:
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Termoterapia: A aplicação de compressas mornas na região externa (bochechas) ajuda a relaxar as fibras musculares e aumentar a circulação sanguínea.
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Medicamentos: O uso de anti-inflamatórios, analgésicos e, em alguns casos, relaxantes musculares prescritos pelo dentista.
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Fisioterapia oral: Exercícios suaves de abertura e fechamento da boca, realizados de forma gradual. “Nunca force a abertura da boca com violência. O movimento deve ser progressivo e respeitar o limite da dor”, recomenda o Dr. José Antônio Rios.
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Alimentação pastosa: Evitar alimentos duros que exijam esforço mastigatório durante a fase aguda.
Nota de segurança: Antes de iniciar qualquer exercício ou medicação, é indispensável consultar um cirurgião-dentista para um diagnóstico preciso. O que parece um trismo simples pode esconder uma infecção que exige antibióticos.
Por que escolher o Crool by Rios para seu tratamento?
No Crool, reconhecemos a complexidade da relação entre mente e boca, e como um sintoma como o trismo pode impactar a qualidade de vida e a nutrição do paciente. Nossos profissionais são treinados para identificar manifestações bucais que sinalizam desde problemas mecânicos até processos infecciosos complexos.
Sob a liderança do Dr. José Antônio Rios, unimos a expertise técnica da Periodontia e da Cirurgia Bucomaxilofacial para oferecer um diagnóstico humanizado. No Crool by Rios, o paciente não recebe apenas uma prescrição, ele recebe um acompanhamento detalhado, com tecnologias de ponta para garantir que sua recuperação seja o mais confortável possível.
Por fim, se você está sentindo dificuldade para abrir a boca ou vai passar por uma cirurgia e quer garantir o melhor pós-operatório, o Crool by Rios é o lugar ideal para o seu cuidado. Nossa prioridade é devolver a você a liberdade de sorrir, falar e se alimentar sem limitações. Então, cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
