Mulher com disgeusia comendo e não sentindo o gosto.

Disgeusia: Por que você sente gosto de metal na boca? Causas e tratamentos

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Você já acordou com a sensação de ter mastigado uma moeda de metal? Ou sentiu que, por mais que bebesse água, um gosto excessivamente salgado insistia em permanecer na sua língua? Durante o auge da pandemia de COVID-19, milhares de pessoas experimentaram, pela primeira vez, a estranha e angustiante sensação de ver o mundo perder o sabor ou se transformar em algo irreconhecível.

Pois bem, passado algum tempo, esse tema voltou aos holofotes após a cantora e atriz mexicana Thalía compartilhar um desabafo em suas redes sociais. Em 2024, a estrela revelou sofrer de um distúrbio que altera completamente sua percepção sensorial. Mas, afinal, o que é essa condição e por que ela afeta tanto a nossa qualidade de vida?

Neste artigo, vamos explorar a disgeusia em detalhes, diferenciando-a de outros distúrbios e mostrando como a odontologia moderna atua no diagnóstico desse sintoma que, muitas vezes, é o primeiro sinal de que algo no seu corpo precisa de atenção.

O caso Thalía e o “gosto de sal e metal o dia todo”

Assim como pontuamos acima, em um vídeo publicado em janeiro de 2024, Thalía descreveu sua experiência com a disgeusia de forma visceral. A cantora afirmou que, desde o diagnóstico, convive com um gosto constante de sal e metal na boca, uma percepção que não desaparece mesmo após a higiene bucal ou ingestão de alimentos.

O relato de Thalía acendeu um alerta: distúrbios do paladar não são apenas um “incômodo passageiro”. Eles podem afetar o prazer de comer, levar à perda de peso involuntária e até causar quadros depressivos devido ao isolamento social que a falta de paladar proporciona.

O que é disgeusia? Entenda os distúrbios do paladar

Antes de tudo, a disgeusia é uma distorção do sentido do paladar. Diferente de quando perdemos o sabor, aqui o paladar existe, mas está “mentindo” para o cérebro. De acordo com o Dr. José Antônio Rios, Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial e especialista em Periodontia do Crool by Rios, a disgeusia é frequentemente confundida com outros termos técnicos.

Diferenças fundamentais: Disgeusia, ageusia e hipogeusia

Para entender o diagnóstico, é preciso separar os conceitos:

  • Disgeusia: É a distorção. Você sente um gosto ruim, metálico, amargo ou salgado, mesmo sem estar comendo nada.

  • Ageusia: É a ausência total de paladar. É considerada rara e muitas vezes está ligada a danos neurológicos graves ou condições congênitas.

  • Hipogeusia: É a diminuição da sensibilidade gustativa. O sabor parece “abafado” ou fraco.

“No Crool, percebemos que muitos pacientes chegam até nós queixando-se de hipogeusia, mas, após uma investigação clínica minuciosa, descobrimos que se trata de disgeusia causada por fatores locais ou medicamentosos”, explica o Dr. Rios.

A herança da COVID-19 e a relação com a anosmia

Não podemos falar de paladar sem mencionar a pandemia. A Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos ressalta que a frequência de alterações olfativas e gustativas na COVID-19 é elevadíssima, afetando predominantemente o sexo feminino.

Muitas vezes, o que o paciente percebe como perda de paladar é, na verdade, uma anosmia (perda de olfato). Ao passo que cerca de 80% do que chamamos de “sabor” vem do aroma dos alimentos que sobe pela retrofaringe até o nariz, se o olfato está comprometido, o paladar “emudece”.

Dessa forma, a inflamação causada por vírus na mucosa nasal gera rinorreia (coriza) e congestão, bloqueando o acesso das moléculas de odor aos receptores. No entanto, na disgeusia pós-viral, o vírus pode atacar diretamente as células de suporte das papilas gustativas, gerando as distorções que Thalía e tantos outros relatam.

Principais causas da disgeusia

A disgeusia não é uma doença em si, mas um sintoma de que algo mudou no equilíbrio do seu organismo. O Dr. Rios destaca que a boca é uma sentinela da saúde sistêmica.

Causas comuns

  1. Medicamentos: Esta é, talvez, a causa mais frequente. Antibióticos, antidepressivos, remédios para pressão arterial (como inibidores da ECA) e quimioterápicos podem deixar resíduos metálicos na saliva.

  2. Infecções bucais: Gengivite e periodontite severa podem causar sangramentos microscópicos. O ferro presente no sangue oxida e gera o gosto metálico.

  3. Deficiência nutricional: A falta de Zinco, vitamina B12 e cobre está diretamente ligada à renovação das papilas gustativas.

  4. Higiene bucal inadequada: O acúmulo de saburra lingual (aquela camada branca na língua) pode alterar a percepção dos sabores.

Causas raras

  1. Distúrbios neurológicos: Esclerose múltipla, paralisia de Bell ou tumores cerebrais que comprimem os nervos glossofaríngeo ou facial.

  2. Síndrome da boca ardente: Uma condição complexa e comum na menopausa onde o paciente sente queimação e alteração de gosto simultaneamente.

  3. Exposição a metais pesados: Intoxicação por chumbo ou mercúrio.

Diagnóstico e tratamento: Como o dentista pode ajudar?

Muitas pessoas buscam um otorrinolaringologista primeiro, mas o dentista desempenha um papel crucial. No Crool by Rios, o diagnóstico começa com uma anamnese detalhada — o que chamamos de “escuta generosa”.

O processo de investigação

  • Exame clínico: Avaliamos a saúde da gengiva, a presença de cáries e o estado das restaurações metálicas (amálgamas antigos podem, raramente, contribuir para o gosto metálico se estiverem degradados).

  • Testes de fluxo salivar: A saliva é o veículo que leva o sabor às papilas. Se há pouca saliva (xerostomia), o paladar será alterado.

  • Revisão medicamentosa: “Muitas vezes, a solução está em conversar com o médico do paciente para ajustar uma dosagem ou trocar um fármaco que está causando o efeito colateral”, pontua o Dr. José Antônio Rios.

Tratamentos possíveis

O tratamento da disgeusia é sempre focado na causa base. Se for deficiência de zinco, a suplementação resolve. Se for efeito colateral de remédio, a suspensão ou troca elimina o gosto. Em casos de danos nervosos pós-virais (como na COVID), o tratamento pode envolver treinamento olfativo e gustativo, além de paciência para a regeneração celular.

O Diferencial Crool by Rios: Cuidado além do sorriso

No Crool, reconhecemos que a saúde começa pela boca, mas não termina nela. Nossa visão de odontologia é sistêmica e integrativa. Entendemos que um paciente com disgeusia está com sua qualidade de vida comprometida e, por isso, não buscamos apenas entregar um sorriso esteticamente perfeito, mas um sistema estomatognático funcional e saudável.

Para o Dr. José Antônio Rios, fundador do Crool by Rios, o acolhimento é parte do tratamento:

“Quando um paciente chega com uma queixa de alteração no paladar, ele está angustiado. Nosso papel é investigar minuciosamente cada hipótese, integrando o cuidado odontológico com outras especialidades médicas se necessário. A boca não está isolada do corpo”.

Se você, assim como a Thalía, percebeu qualquer alteração no funcionamento normal da sua boca — seja no paladar, na salivação ou na sensibilidade — não ignore. A disgeusia é um lembrete fascinante, embora às vezes desconfortável, de como nossos sentidos são delicados e interconectados. Seja por uma herança da COVID-19, uso de medicamentos ou questões nutricionais, o diagnóstico precoce é o caminho para recuperar o prazer de sentir os sabores da vida.

Você tem sentido um gosto estranho na boca ultimamente? Não deixe a dúvida virar um problema maior. Tratamento odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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