Você acorda, pega sua escova, aplica o creme dental e faz aqueles movimentos automáticos que aprendeu na infância. Parece simples, certo? No entanto, a ciência traz um alerta contraditório: 90% das pessoas não sabe como escovar os dentes corretamente.
Pois bem, um estudo da Universidade de Gotemburgo, revela que a maioria das pessoas escova os dentes de forma errada. Além disso, embora o hábito de escovação seja disseminado por normas sociais de higiene e hálito fresco, apenas um em cada dez indivíduos utiliza a técnica necessária para realmente prevenir cáries e doenças periodontais.
Para o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia, esse cenário reflete uma lacuna entre o hábito e o conhecimento técnico. “No Crool By Rios, observamos que muitos pacientes chegam ao consultório com uma higiene aparentemente em dia, mas com acúmulo de biofilme em áreas críticas. A escovação mecânica sem o método correto é apenas uma maquiagem para a saúde bucal”, explica o especialista.
A confusão dos especialistas e o dilema do consumidor
Não é apenas uma questão de desleixo. De acordo com informações levantadas pela BBC, a seguradora britânica Bupa constatou que quase metade da população do Reino Unido não sabe escovar os dentes corretamente. O problema? O excesso de informações contraditórias. Um levantamento identificou pelo menos 66 tipos diferentes de conselhos de especialistas, o que gera uma confusão compreensível no consumidor final.
Entre raspadores de língua, irrigadores bucais e dezenas de tipos de escovas, o essencial acaba se perdendo. O Dr. Frederico Coelho ressalta que, embora a tecnologia ajude, o foco deve ser a desorganização da placa bacteriana (biofilme). “O biofilme é uma comunidade viva de bactérias. Para removê-lo sem ferir os tecidos moles, precisamos de precisão, não de força”, afirma o doutor.
Técnicas de escovação: Qual a ideal para você?
Não existe uma regra única, mas a ciência odontológica consolidou métodos que maximizam a limpeza. Abaixo, detalhamos as principais técnicas recomendadas no Crool:
1. Técnica de Bass modificada
É a mais indicada para adultos. Consiste em posicionar as cerdas da escova em um ângulo de 45 graus em relação à linha da gengiva. Em suma, realize movimentos vibratórios curtos e, em seguida, um movimento de “varredura” em direção à extremidade do dente. Dessa forma, ela alcança o sulco gengival, onde a placa costuma se esconder e causar gengivite.
2. Técnica de Stillman
Semelhante à de Bass, mas indicada para quem sofre com retração gengival. As cerdas são posicionadas metade na gengiva e metade no dente, com movimentos vibratórios que estimulam a circulação sanguínea no tecido gengival sem agredi-lo.
3. Técnica de Fones
Frequentemente ensinada para crianças devido à sua simplicidade motora. Consiste em movimentos circulares amplos cobrindo dentes e gengivas. Embora menos precisa que a técnica de Bass, é um excelente ponto de partida para a educação em saúde bucal.
O tempo e a intensidade da escovação
Um dos erros mais comuns apontados pelo estudo de Pia Gabre, da Academia Sahlgrenska, é a pressa. A escovação eficaz deve durar, no mínimo, dois minutos. No entanto, a intensidade da força aplicada é um ponto de atenção crítico.
“Muitas pessoas acreditam que quanto mais força aplicarem, mais limpos estarão os dentes. Isso é um erro perigoso que leva à sensibilidade dentária e ao desgaste do esmalte”, alerta o Dr. Frederico Coelho. O ideal é utilizar escovas de cerdas macias ou extramacias, deixando que a técnica — e não a força — faça o trabalho de desorganização do biofilme, afinal, dente não é lixa.
Quando escovar? A regra dos 30 minutos
Você termina de almoçar e corre para o banheiro? Pode ser melhor esperar. Se você consumiu alimentos ácidos (frutas cítricas, refrigerantes ou café), o esmalte dos dentes passa por um processo temporário de desmineralização.
Escovar imediatamente pode “esfregar” o ácido contra o dente, acelerando o desgaste. O Dr. Frederico recomenda aguardar cerca de 30 minutos para que a saliva neutralize o pH da boca e o esmalte se recupere antes da escovação.
O segredo do flúor: Não enxágue imediatamente
Um ponto revolucionário do estudo de Gotemburgo refere-se ao uso do creme dental com flúor. O flúor precisa de tempo de contato para fortalecer o esmalte.
Muitos brasileiros têm o hábito de enxaguar a boca com água abundantemente após a escovação. Ao fazer isso, você remove o flúor que deveria permanecer agindo. A recomendação atual é: cuspa o excesso de pasta, mas evite o enxágue com água ou o uso de enxaguantes logo em seguida, permitindo que o mineral proteja seus dentes por mais tempo.
Fio dental e acessórios: Complementos ou essenciais?
A escova não alcança as faces entre os dentes, que representam cerca de 35% da superfície dental. Por isso, o uso do fio dental ou de escovas interdentais não é opcional.
-
Escovas interdentais: São excelentes para pacientes com aparelhos ortodônticos ou implantes.
-
Irrigadores orais: Dispositivos que utilizam jatos de água para remover resíduos. São ótimos aliados, mas, como reforça o Dr. Frederico, não substituem o atrito mecânico do fio dental em casos de placa mais aderida.
Checklist para uma escovação perfeita
Para facilitar o seu dia a dia, compilamos as diretrizes científicas em um guia rápido:
-
Escolha a escova certa: Cerdas macias e cabeça pequena para alcançar os molares.
-
Troque sua escova: A cada 3 meses ou após uma gripe/resfriado.
-
Ângulo de 45°: Incline a escova em direção à gengiva (Técnica de Bass).
-
Dois minutos é o mínimo: Divida sua boca em quatro quadrantes e dedique 30 segundos a cada um.
-
Sem força, com jeito: A pressão deve ser leve, como se estivesse escrevendo com um lápis.
-
Cuspa, não enxágue: Mantenha o flúor em contato com os dentes após a escovação.
-
Fio dental diário: De preferência antes da escovação noturna.
-
Visite o dentista regularmente: A limpeza profissional remove o tártaro (placa calcificada) que nenhuma escova consegue tirar.
A personalização do cuidado no Crool By Rios
A saúde bucal é profundamente individual. Fatores como a composição da microbiota, o fluxo salivar e o alinhamento dentário influenciam a rotina necessária.
No Crool By Rios, aplicamos o conceito de odontologia de precisão. “Nós não entregamos apenas um tratamento, entregamos um protocolo de manutenção da saúde. Através de consultas periódicas, analisamos onde o paciente está falhando e ajustamos a técnica de escovação para sua realidade anatômica”, explica o fundador. Essa abordagem acolhedora e técnica garante que o paciente não seja apenas “mais um” nas estatísticas de má higienização. Tratamento odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
