Um levantamento recente publicado pelo portal Isto Ae acendeu um alerta vermelho para a saúde pública brasileira: o Brasil ainda convive com a arcaica cultura da extração dentária como solução imediata. Embora sejamos o país com o maior número de dentistas no mundo, a realidade nos consultórios revela um cenário de “mutilação bucal” que poderia ser evitado.
Dados nacionais indicam que milhões de brasileiros perderam ao menos um dente permanente. No Ceará, a situação é emblemática: 45,9% das pessoas com 60 anos ou mais perderam todos os dentes. No país, cerca de 13% da população adulta é totalmente desdentada. Por que, em pleno 2026, ainda preferimos remover a recuperar?
O retrato da perda dentária no Brasil
Para entender a gravidade, precisamos olhar para os dados. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2023), conduzida pelo Ministério da Saúde e pela UFMG, a principal problemática continua sendo a cárie não tratada.
A cárie é uma doença evitável, contudo, permanece como a maior causa de perda de dentes em todas as faixas etárias. Somando-se a isso, dados do IBGE apontam que 34 milhões de brasileiros adultos perderam 13 dentes ou mais. É um número que desafia a nossa percepção de saúde e bem-estar.
Para o Dr. Frederico Coelho, mestre, doutor em Implantodontia e fundador do Crool Centro Odontológico, esses números refletem uma questão cultural profunda. “Infelizmente, muitas pessoas ainda veem o dente como um objeto descartável. Quando dói, a primeira reação é querer arrancar o problema. Mas a extração não é o fim do problema, muitas vezes, é o início de um efeito dominó de complicações funcionais e emocionais”, explica o especialista.
O que é reabilitação oral e por que ela é o futuro?
Diferente da extração, que remove a estrutura, a reabilitação oral é um conjunto de procedimentos odontológicos que visa devolver ao paciente a saúde, a função mastigatória e a estética do sorriso de forma integrada. Ela não foca apenas em um dente, mas na harmonia de toda a boca.
A reabilitação pode envolver:
A Regra dos 8020 vale do Japão ao Brasil
No Crool By Rios, frequentemente citamos a Regra dos 8020, uma iniciativa japonesa que incentiva as pessoas a chegarem aos 80 anos com pelo menos 20 dentes naturais na boca. No Brasil, estamos distantes dessa meta, mas a reabilitação oral é o veículo que pode nos levar até lá. Manter o dente natural deve ser sempre a prioridade zero, pois nenhum material artificial replica com perfeição a propriocepção (a sensação de mordida) de um dente original.
Os impactos da perda dentária
A perda de um único dente não afeta apenas o espaço vazio no sorriso. Os impactos são sistêmicos:
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Impacto físico e mastigatório: Quando um dente é extraído, os vizinhos começam a se inclinar para ocupar o espaço. Isso desalinha a mordida, causa dores na articulação (ATM) e prejudica a digestão, já que o alimento não é triturado corretamente.
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Perda óssea: O osso maxilar precisa do estímulo da raiz do dente para se manter forte. Sem o dente, o osso inicia um processo de reabsorção (atrofia), o que pode envelhecer precocemente a aparência do rosto.
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Impacto emocional e social: A ausência de dentes afeta a autoestima, a fala e o convívio social. Muitas pessoas deixam de sorrir ou de frequentar eventos por vergonha, o que pode desencadear quadros de isolamento e depressão.
A filosofia Crool é reabilitar para não precisar extrair
No Crool, seguimos uma diretriz ética rigorosa: um dente, enquanto puder ser salvo sem colocar em risco a qualidade de vida do paciente, será priorizado. Temos uma política institucional contra extrações desnecessárias.
O Dr. Frederico Coelho relata casos frequentes na clínica: “Recebemos muitos pacientes que chegam com diagnósticos de extração feitos em outros locais. Ao analisarmos com tecnologia de ponta e uma visão multidisciplinar, percebemos que a reabilitação daquele dente é possível. Além de ser biologicamente mais saudável, muitas vezes o tratamento conservador acaba sendo mais viável para o paciente do que o ciclo de extração e implante posterior”.
Nossa abordagem de “escuta generosa” permite identificar que, muitas vezes, o desejo pela extração vem do medo da dor ou da falta de informação sobre as alternativas. No Crool, a tecnologia e o acolhimento trabalham juntos para transformar esse medo em confiança na recuperação.
Como preservar seus dentes e evitar a cultura do alicate?
A prevenção é, sem dúvida, o melhor caminho. Contudo, para quem já apresenta problemas, o acompanhamento profissional é decisivo. Confira as orientações do Dr. Frederico:
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Visitas periódicas: Não espere a dor aparecer. Consultas a cada seis meses permitem identificar cáries em estágio inicial.
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Higiene rigorosa: O uso do fio dental é inegociável. A cárie interdental é uma das que mais levam à perda do elemento dental por ser de difícil visualização pelo paciente.
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Segunda opinião: Se alguém sugerir a extração de um dente, busque uma avaliação especializada em reabilitação oral. No Crool, utilizamos exames de imagem avançados para garantir que todas as possibilidades de salvamento foram esgotadas.
E se eu já perdi meus dentes?
Para os 14 milhões de brasileiros que, segundo o IBGE, já perderam todos os dentes, a reabilitação oral moderna oferece os implantes e as próteses protocolo. Esses recursos devolvem a dignidade e a função, mas o foco da odontologia contemporânea deve ser, primeiro, evitar que mais pessoas cheguem a esse estágio.
O valor do seu sorriso natural
A cultura da extração é um resquício de uma odontologia do passado, focada na dor e no imediatismo. A reabilitação oral, por outro lado, é a odontologia do futuro — humana, preservadora e técnica.
Chegar à velhice com dentes naturais é um dos maiores indicadores de saúde e longevidade. No Crool By Rios, estamos prontos para ser seus parceiros nessa jornada, protegendo cada dente como o patrimônio valioso que ele é.
Gostou deste conteúdo? Se você tem um dente que está te preocupando ou recebeu uma indicação de extração, venha conversar com nossos especialistas. Tratamento odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
