Mãe ajudando a filha pequena a escovar os dentes para evitar a fluorose dentária.

Se liga na ciência: Fluorose dentária e a verdade sobre o flúor

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Recentemente, as redes sociais e os portais de notícias foram palco de debates acalorados sobre a fluoretação da água potável. O gatilho foi a declaração de figuras públicas proeminentes nos Estados Unidos, como Robert F. Kennedy Jr., que criticou de forma ferrenha essa prática de saúde pública que remonta a 1945. No entanto, em meio ao ruído das fake news, é vital resgatar o que a ciência e a odontologia de alto nível têm a dizer. Por isso, aproveitamos para abordar a fluorese dentária.

Afinal, o flúor é um vilão ou um aliado? Para esclarecer essas dúvidas, conversamos com o Dr. José Antônio Rios, Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial, especialista em Periodontia e nome que assina o Crool by Rios.

O que você precisa saber sobre a polêmica do flúor na água

Antes de tudo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a fluoretação das águas uma das medidas de saúde pública mais importantes do século XX. Só para ilustrar, no Brasil e em diversos países, manter o teor de fluoreto entre 0,5 a 1,0 mg por litro na água de abastecimento é uma estratégia eficaz para reduzir drasticamente o índice de cárie na população, especialmente naquelas com menor acesso a cuidados odontológicos privados.

“A ciência é inequívoca”, afirma o Dr. José Antônio Rios. “Instituições de prestígio como a Associação Internacional de Pesquisa Odontológica (IADR) e a Federação Dentária Internacional (FDI) ratificam que, nessas concentrações, o flúor é seguro e essencial para a remineralização do esmalte dentário.”

Além disso, o pânico gerado por notícias falsas que associam o flúor a doenças sistêmicas não possui lastro em evidências robustas. O que existe, de fato, é uma condição específica chamada fluorose, que ocorre apenas em um período muito determinado da vida.

O que é a fluorose dentária?

A fluorose dentária não é uma doença, mas sim uma alteração no desenvolvimento do esmalte dos dentes. Ela ocorre quando uma criança ingere quantidades excessivas de flúor durante o período de formação dos dentes permanentes, que ainda estão “escondidos” sob a gengiva.

De acordo com o Dr. Rios, a manifestação visual da fluorose pode variar de pequenas linhas ou manchas brancas quase imperceptíveis até áreas mais extensas e, em casos severos, manchas acastanhadas com alterações na textura do esmalte (porosidades).

A idade crítica para o desenvolvimento da fluorose

Um ponto crucial que o Dr. José Antônio Rios destaca é a janela de oportunidade da fluorose. A condição só acontece na infância, geralmente entre o nascimento e os 8 anos de idade. Após esse período, com o esmalte já formado, não há risco de desenvolver fluorose, independentemente da ingestão de flúor.

Portanto, o receio que muitos adultos têm de que a água fluoretada possa causar manchas em seus próprios dentes é um mito. Em outras palavras, devemos direcionar o cuidado exclusivamente aos pequenos.

Flúor na água vs. Ingestão de pasta de dente: Qual o real perigo?

Aqui reside a maior confusão entre o público leigo. Embora a água contenha flúor, a concentração é rigorosamente controlada para ser benéfica. Estudos indicam que a causa mais comum de fluorose dentária moderada e severa não é a água da torneira, mas sim a ingestão inadvertida de cremes dentais por crianças.

“Muitos pais, na intenção de proteger os filhos da cárie, utilizam quantidades excessivas de pasta de dente ou compram produtos com sabores doces que incentivam a criança a engolir o produto”, explica o Dr. Rios. Como o creme dental possui uma concentração de flúor muito superior à da água (geralmente acima de 1.100 ppm), o consumo frequente do produto durante a escovação é o principal gatilho para a fluorose.

Como prevenir a fluorose na infância?

Para evitar essa condição sem abrir mão da proteção contra a cárie, o Dr. Rios oferece orientações claras para os pais:

  1. Quantidade é tudo: Para bebês que ainda não sabem cuspir, a quantidade de pasta com flúor deve ser equivalente a um grão de arroz cru. Para crianças que já cospem, o tamanho de um grão de ervilha.

  2. Supervisão constante: A escovação infantil deve ser sempre supervisionada por um adulto para garantir que a criança não engula a espuma.

  3. Armazenamento seguro: Mantenha os cremes dentais fora do alcance das crianças, evitando que os consumam como se fossem doces.

Sintomas, diagnóstico e classificação

A fluorose é classificada em diferentes graus, e o diagnóstico deve ser feito por um profissional capacitado, como os especialistas do Crool.

  • Questionável/muito leve: Pequenas manchas esbranquiçadas que se confundem com a cor natural do dente.

  • Leve: Manchas brancas opacas que cobrem até 50% da superfície do dente.

  • Moderada/severa: Manchas que podem se tornar marrons ou acinzentadas, com desgaste visível do esmalte.

“No Crool by Rios, utilizamos uma abordagem minuciosa para diferenciar a fluorose de outras condições, como a hipoplasia do esmalte ou lesões incipientes de cárie. O diagnóstico correto é o primeiro passo para um tratamento eficaz e minimamente invasivo”, pontua o Dr. Rios.

Tratamentos modernos para a fluorose dentária

Se você ou seu filho já possuem sinais de fluorose, a boa notícia é que a odontologia estética avançou significativamente. No Crool by Rios, oferecemos soluções personalizadas que devolvem a harmonia ao sorriso:

Microabrasão do esmalte

Para casos leves, este procedimento remove uma camada microscópica do esmalte afetado, utilizando ácidos suaves e pastas abrasivas, uniformizando a cor do dente sem a necessidade de restaurações complexas.

Clareamento dental

Em muitos casos de fluorose leve, o clareamento profissional ajuda a suavizar o contraste entre as manchas brancas e o restante do dente, tornando o sorriso mais homogêneo.

Resinas compostas e lentes de contato

Para casos moderados a severos, onde a estrutura do esmalte está comprometida ou a estética incomoda profundamente o paciente, o Dr. José Antônio Rios recomenda o uso de resinas de alta performance ou facetas de porcelana (lentes de contato). Essas técnicas permitem reconstruir a face visível do dente com naturalidade e resistência.

O compromisso do Crool com a ciência e o bem-estar

No Crool by Rios, reconhecemos que a saúde bucal está intrinsecamente ligada à informação de qualidade. O movimento de contestação ao flúor, embora ganhe tração em discursos políticos, carece de fundamentação clínica quando olhamos para as décadas de redução de cáries em escala global.

Caminhamos de mãos dadas com a ciência. Acreditamos que o equilíbrio é a chave: o flúor é um medicamento preventivo e, como tal, deve ser utilizado na dosagem correta. Nossa equipe é treinada para orientar famílias sobre o uso consciente e para tratar as consequências estéticas de qualquer desequilíbrio passado.

Para o Dr. José Antônio Rios, a odontologia vai além de tratar dentes, trata-se de educar a sociedade. “Nosso papel no Crool é ser uma fonte segura em meio ao caos das redes sociais. Estamos sempre disponíveis para esclarecimentos, consultas profiláticas e para garantir que o seu sorriso — e o dos seus filhos — seja sustentado por evidências, não por boatos.”

Por fim, a fluorose dentária é uma condição comum, muitas vezes mal compreendida e alvo de alarmismo desnecessário. Ao entender que a água fluoretada é segura e que o controle deve focar na escovação infantil, protegemos a saúde pública e a estética dental simultaneamente. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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