Mulher segurando duas escovas de dente, uma de bambu e uma de plástico.

Microplásticos e saúde bucal: Riscos, mitos e como se proteger

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Recentemente, um alerta vindo de publicações renomadas, como The New York Times e a Exame, colocou um item indispensável do nosso cotidiano sob os holofotes: a escova de dentes. A notícia de que produtos odontológicos podem liberar microplásticos no organismo acendeu um debate necessário sobre saúde e sustentabilidade.

No Crool by Rios, acompanhamos de perto essas discussões científicas. Afinal, a boca é a porta de entrada para o corpo, e entender o impacto desses materiais é fundamental para um cuidado integral. Neste artigo, vamos mergulhar no universo dos microplásticos e descobrir o que a ciência diz sobre eles na odontologia.

O que são microplásticos e por que eles estão em toda parte?

Para entender o impacto na sua boca, precisamos primeiro definir a ameaça. Microplásticos são partículas minúsculas de plástico, geralmente menores que 5 milímetros. Elas surgem da degradação de objetos maiores ou são fabricadas propositalmente para produtos industriais.

De acordo com dados da revista Veja e da Comissão Minderoo-Mônaco, produzimos anualmente mais de 330 milhões de toneladas de plástico no mundo. O resultado? Estimativas apontam que já existam 4,9 bilhões de toneladas de resíduos plásticos espalhados pelo planeta.

Essas partículas já foram detectadas no sangue, no coração, no cérebro e até no cordão umbilical de seres humanos. O maior problema reside na cadeia alimentar: microplásticos são ingeridos por animais marinhos e terrestres, chegando eventualmente ao nosso prato. Agora, a ciência investiga uma fonte ainda mais direta: o atrito mecânico durante a nossa higiene diária.

A escovação pode liberar microplásticos?

A maioria das escovas de dentes tradicionais possui cabos de plástico e cerdas de nylon — que nada mais é do que um filamento plástico. O Dr. José Antônio Rios, Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial, especialista em Periodontia e fundador do Crool by Rios, explica o fenômeno:

“O ato de escovar os dentes envolve atrito constante. Teoricamente, esse movimento pode fragmentar as cerdas de nylon em pedaços microscópicos. Embora a maior parte seja cuspida, existe a possibilidade de pequenas fibras serem engolidas ou penetrarem no organismo através de microlesões na gengiva”, pontua o Dr. Rios.

Além da escova, o fio dental (frequentemente feito de teflon ou nylon) e as embalagens de pastas de dente também estão sob vigilância. No passado, muitas pastas continham “microesferas” plásticas para esfoliação, mas estas foram proibidas em diversos países, incluindo os EUA em 2015, devido ao impacto ambiental. Hoje, a preocupação maior reside na migração de partículas das embalagens plásticas para o produto durante o processo de fabricação.

Quais os riscos reais para a saúde humana?

A ciência ainda busca respostas definitivas, mas os sinais de alerta são claros. Pesquisadores sugerem que os microplásticos podem atuar como “cavalos de Troia”, carregando aditivos químicos nocivos (como bisfenóis e ftalatos) para dentro das células.

Entre os potenciais riscos citados por especialistas, destacam-se:

  1. Desequilíbrio do microbioma: A presença de partículas estranhas pode alterar a flora bacteriana da boca.

  2. Respostas inflamatórias: O corpo pode reagir às partículas tentando expulsá-las, gerando inflamação crônica.

  3. Danos ao DNA: Estudos preliminares investigam se a toxicidade química dessas partículas pode afetar o material genético.

  4. Doenças sistêmicas: Há associações sendo estudadas entre a carga plástica no corpo e distúrbios metabólicos, doenças cardíacas e até certos tipos de câncer.

Para o Dr. José Antônio Rios, é preciso cautela na interpretação desses dados: “Estamos lidando com poluentes emergentes. Embora a toxicidade total ainda não esteja esclarecida, sabemos que a inflamação é um gatilho para diversas doenças bucais e sistêmicas. Por isso, a prevenção e a redução da exposição são o caminho mais prudente atualmente”.

O dilema das alternativas: Bambu, javali ou seda?

Com o receio dos plásticos, surgiram alternativas no mercado, mas elas nem sempre são a solução perfeita. Escovas de bambu com cerdas de pelo de javali, por exemplo, podem ser mais porosas, demoram a secar e acumulam mais bactérias do que o nylon. Já o fio de seda natural pode ser menos eficiente e romper com facilidade.

“Não existe hoje uma recomendação de substituição total por produtos específicos, pois faltam testes comparativos robustos”, esclarece o Dr. Rios. “O mais importante é não abandonar a higiene bucal sob hipótese alguma. Os riscos da cárie e da doença periodontal para o coração e para o organismo são comprovados e imediatos, enquanto os riscos dos microplásticos odontológicos ainda estão sendo quantificados”.

Guia prático: Como reduzir a exposição aos microplásticos na higiene bucal

Se você quer diminuir a ingestão de partículas plásticas sem comprometer a saúde dos seus dentes, siga estas orientações fundamentais da equipe do Crool by Rios:

1. Escove sem força

Escovar os dentes com força excessiva não limpa melhor, apenas desgasta o esmalte, machuca a gengiva e, agora sabemos, pode fragmentar mais as cerdas da escova. Use movimentos leves e circulares.

2. Quanto mais macias as cerdas, melhor

As cerdas macias ou extramacias são menos abrasivas. Além de protegerem o colo dentário, elas tendem a liberar menos fragmentos por atrito do que as cerdas duras.

3. Atenção à temperatura

Lave sua escova sempre com água fria ou morna. O calor excessivo (como água fervente para “esterilizar”) degrada o plástico mais rapidamente, facilitando a liberação de micropartículas. Guarde-a também longe da incidência direta do sol.

4. Troca regular (Regra dos 3 meses)

Troque sua escova a cada três meses ou assim que as cerdas começarem a “abrir” (desgaste mecânico). Cerdas desgastadas perdem a eficácia e são mais propensas a desprender filamentos.

5. Enxágue com consciência

Após escovar e passar o fio dental, faça um bom enxágue com água para remover resíduos soltos. Mas atenção: não exagere nos bochechos logo após a escovação para não remover todo o flúor benéfico da pasta de dentes.

O compromisso do Crool com a ciência

No Crool, reconhecemos a complexidade da relação entre o que usamos no dia a dia e nossa saúde geral. O Dr. José Antônio Rios e nossa equipe de especialistas mantêm uma vigilância constante sobre as descobertas da Comissão Minderoo-Mônaco e outros órgãos internacionais.

Acreditamos em uma odontologia que une alta tecnologia a um olhar humano e preventivo. Se você busca orientações personalizadas sobre os melhores materiais para sua higiene bucal ou deseja realizar um check-up preventivo, o Crool by Rios é o ambiente ideal. Aqui, sua saúde é tratada com base em evidências científicas e um cuidado que vai muito além do sorriso. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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