Homem com a boca aberta mostrando uma restauração dentária.

O fim da restauração dentária prateada e o futuro da saúde bucal

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O cenário é o seguinte: você está mastigando um chiclete inocente, sente um leve clic e, de repente, uma dor aguda te lembra daquele pequeno buraquinho que o dentista alertou. Pronto, lá estava a cárie, exigindo uma restauração dentária para salvar o dente.

Para muitas pessoas, essa restauração consiste em uma massinha metálica e prateada, o famoso amálgama. Forte, durável e bem visível. Anos se passaram, a restauração segue firme, mas então você se depara com uma manchete no jornal falando que o Brasil vai parar de usar restaurações de amálgama. Então, surge a dúvida: devo me preocupar com minha restauração antiga?

A resposta rápida, segundo especialistas e o próprio Ministério da Saúde, é não. Mas a história é mais profunda. O banimento gradual do amálgama até 2030 é uma vitória ambiental que nos convida a entender a evolução da odontologia e, principalmente, a importância da restauração dentária para a sua saúde.

O que é restauração dentária e por que ela é essencial?

A restauração dentária é um procedimento fundamental que tem um único e vital objetivo: reconstruir a estrutura de um dente que sofreu algum dano.

O dano pode ser causado por cárie, fratura, trauma ou desgaste. O processo não se trata apenas de “tapar um buraco”, mas de devolver ao dente sua forma, função e, claro, sua estética, impedindo que bactérias e outros invasores causem mais estragos.

Para que serve a restauração dentária?

O principal objetivo de uma restauração dentária é:

  • Parar a cárie: Remover todo o tecido dentário infectado pela cárie, impedindo sua progressão.
  • Restaurar a função: Devolver a capacidade total de mastigação, fonação e oclusão (o encaixe da mordida).
  • Proteger a estrutura: Selar o dente para que a polpa (o “coração” do dente, onde ficam os nervos) fique protegida.
  • Recuperar a estética: Em muitos casos, o material pode imitar a cor natural do dente, devolvendo a beleza ao sorriso.

Para o Dr. José Antônio Rios, Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial e especialista em Periodontia, que assina o Crool by Rios, a restauração é uma porta de entrada para a saúde plena. “A restauração dentária é, muitas vezes, o ato que salva o dente de uma extração. No Crool by Rios, encaramos a restauração como um procedimento de preservação máxima, onde a prioridade é a longevidade da estrutura dental remanescente e o uso de materiais que garantam a saúde do paciente e do meio ambiente.”

 

Amálgama, resina e ionômero: Conheça os materiais da restauração

O material utilizado na restauração é o que define sua durabilidade, estética e, no caso do amálgama, seu impacto ambiental.

Amálgama

  • Composição: Uma liga metálica que contém prata, estanho, cobre e, notavelmente, cerca de 50% de mercúrio.
  • Vantagens: Extremamente durável (podendo durar 10 a 15 anos ou mais), resistente ao desgaste da mastigação e, historicamente, de baixo custo.
  • Desvantagens: Cor prateada (altamente não estética), e o principal motivo do banimento gradual, o impacto ambiental pelo descarte incorreto dos resíduos de mercúrio.
  • Foco da notícia: A substituição é motivada por uma questão ambiental e de biossegurança no consultório (descarte), e não por risco à saúde do paciente que já possui a restauração endurecida na boca. O mercúrio, ao reagir quimicamente, forma um composto sólido e estável, com baixíssima liberação.

Resina composta

  • Composição: Material orgânico (matriz resinosa) e inorgânico (partículas de vidro ou quartzo) que se une quimicamente ao dente (adesão).
  • Vantagens: Altamente estética, pois a cor se assemelha ao dente natural, e é minimamente invasiva, pois exige menor desgaste da estrutura dentária saudável para sua fixação.
  • Desvantagens: Pode ter durabilidade ligeiramente menor (em média, 5 a 10 anos, dependendo da aplicação e manutenção) e pode sofrer manchas com o tempo sem o cuidado certo (café, vinho, refrigerantes).

Ionômero de vidro

  • Composição: Cimentos à base de vidro de silicato e ácidos orgânicos.
  • Vantagens: Libera flúor, o que ajuda a prevenir novas cáries ao redor da restauração, sendo muito usado em crianças e em restaurações menos extensas ou como base.
  • Desvantagens: Menor resistência e durabilidade em comparação com o amálgama e a resina em áreas de grande carga mastigatória.

Sua restauração prateada precisa ser trocada?

A notícia é clara: Quem já tem restaurações antigas de amálgama não precisa retirar preventivamente.

O motivo da substituição do amálgama no Brasil é ambiental, focando no descarte seguro do mercúrio. A restauração já endurecida na boca é considerada segura e estável.

O Dr. Rios reforça essa informação, vital para tranquilizar nossos pacientes: “Não há evidências científicas que justifiquem a remoção preventiva do amálgama apenas por medo. Uma troca desnecessária pode, inclusive, gerar um novo desgaste da estrutura dentária saudável. A regra é clara: não se mexe em time que está ganhando.”

 

Em que casos recomenda-se a substituição?

Apenas três cenários justificam a troca da sua velha restauração dentária de amálgama:

  1. Infiltração de cárie: Quando há falha no selamento da restauração e a cárie volta a se instalar por baixo do material. Esta é a principal causa de substituição de qualquer restauração.
  2. Fratura da restauração ou do dente: Se a restauração quebrou ou se, devido ao seu tamanho e rigidez (no caso do amálgama), ela causou fragilidade na estrutura do dente ao redor, levando a uma fratura.
  3. Motivo estético: Se o paciente se sente incomodado com a cor prateada e deseja a substituição por resina para um sorriso mais harmônico.

Sinais de que você pode precisar de uma nova restauração

O melhor tratamento é sempre a prevenção, mas se você perdeu a batalha para a cárie ou teve algum trauma, o quanto antes você buscar ajuda, melhor. Fique atento a estes sinais:

  • Dor ou sensibilidade persistente: Sentir um incômodo ou dor aguda ao consumir alimentos ou bebidas muito frias, quentes ou doces pode indicar que a cárie alcançou a dentina, ou que há uma fratura.
  • Manchas escuras no dente: Pequenas manchas de cor marrom ou preta, especialmente nas superfícies de mastigação, podem ser o início de uma lesão de cárie.
  • Fratura ou lasca no dente: Qualquer perda de estrutura visível, seja por trauma ou desgaste.
  • Sensação de “escadinha” ou aspereza: Sentir a língua enganchar ou perceber uma falha na superfície do dente, um sinal de que a restauração antiga está infiltrada ou desadaptada.
  • Mau hálito persistente: O mau hálito que não desaparece pode ser causado por cáries ou restaurações antigas com infiltração, onde as bactérias se acumulam.

Como evitar a restauração ou preservar a existente

A melhor restauração dentária é aquela que você não precisa fazer. A prevenção é o pilar de uma saúde bucal impecável.

Para o Dr. José Antônio Rios, a principal ferramenta de prevenção é a rotina: “A longevidade do seu sorriso e de qualquer restauração que você tenha depende de dois fatores inegociáveis: a higiene bucal rigorosa em casa e a profilaxia profissional regular.”

1. Rotina de higiene impecável:

  • Escovação correta, com atenção à linha da gengiva e às áreas restauradas.
  • Uso diário de fio dental. A maioria das cáries e infiltrações começa nas áreas de contato entre os dentes, onde a escova não alcança.

2. Dieta inteligente:

  • Reduza o consumo de alimentos açucarados e ácidos, que são o “combustível” para as bactérias causadoras da cárie.
  • Beba água! Ela ajuda a manter a produção de saliva, que é o nosso detergente natural.

3. Visitas regulares ao dentista (a cada 6 meses):

  • A cárie nem sempre dói no início. O dentista é capaz de identificar lesões em estágios iniciais, muitas vezes tratando-as com flúor, antes que uma restauração dentária se torne necessária.
  • A manutenção e o polimento das suas restaurações de resina ajudam a aumentar sua durabilidade e estética, prevenindo infiltrações.

Preservação e tecnologia a serviço do seu sorriso

Portanto, o fim gradual do amálgama prateado no Brasil é uma evolução positiva que alinha a nossa saúde bucal com a responsabilidade ambiental. É um marco que celebra o avanço da odontologia para materiais mais estéticos, conservadores e sustentáveis, como as resinas compostas.

Para você, que já tem uma restauração antiga, a tranquilidade: o material é seguro, e a troca só é necessária se houver problema.

No Crool by Rios, reconhecemos a complexidade da saúde bucal. Sob a direção do Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial e especialista em Periodontia, Dr. José Antônio Rios, nossa equipe está preparada para fazer uma avaliação minuciosa do seu sorriso.

Dessa forma, verificamos a integridade de todas as suas restaurações dentárias, identificamos se há infiltrações ou cáries incipientes e orientamos sobre a melhor forma de cuidar do seu sorriso. Se uma restauração for necessária, garantimos o uso dos materiais mais modernos e seguros, focados na sua saúde e na longevidade do resultado. Tratamento odontológico? CROOL, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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