Imagem de uma mulher com a boca sendo examinada e ilustrando um artigo sobre os riscos da odontologia biológica.

Odontologia biológica: Entre promessas de saúde e o risco de mutilações desnecessárias

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Recentemente, um relato publicado pela Folha de S.Paulo acendeu um alerta vermelho na saúde pública brasileira. Maria Lúcia “Malu” Torres, uma doutora em biologia de 48 anos, viveu uma experiência traumática ao buscar o que acreditava ser o ápice da “saúde integrativa”.

Após ouvir um podcast sobre medicina alternativa, Malu decidiu confiar no chamado “protocolo biológico”. O dentista consultado sugeriu a remoção de suas restaurações de amálgama e a extração de dois dentes que possuíam tratamento de canal há anos, alegando que seriam focos de infecção sistêmica. O resultado? Uma conta de mais de R$ 7.000,00 e a perda de dentes saudáveis.

“Me arrependi no meio da extração porque vi que minha raiz [do dente] estava boa”, desabafou Malu. Hoje, ela enfrenta a necessidade de implantes de titânio para recuperar a função que o próprio “protocolo” destruiu. O caso de Malu não é isolado e levanta uma questão crucial: até onde a busca pelo “natural” na odontologia é segura?

O que é a Odontologia Biológica e o que ela propõe?

A chamada odontologia biológica, também denominada integrativa ou sistêmica, apresenta-se como uma abordagem que enxerga a boca não de forma isolada, mas como parte intrínseca de todo o organismo. Seus defensores argumentam que materiais comuns na odontologia tradicional, como o metal das restaurações de amálgama ou os selamentos de canais radiculares, podem ser tóxicos ou causar interferências energéticas e inflamatórias no corpo.

Embora o marketing em torno desse termo seja atraente, é fundamental discernir entre conceitos válidos e falácias perigosas. De acordo com o Dr. José Antônio Rios, Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial e fundador do Crool by Rios, a odontologia moderna já é, por natureza, integrativa.

“Nenhum dentista ético ignora a conexão entre a saúde bucal e doenças sistêmicas, como o diabetes ou problemas cardíacos. No entanto, a odontologia biológica tenta se apropriar de conceitos científicos para justificar procedimentos sem comprovação, muitas vezes levando a intervenções invasivas em dentes que poderiam ser preservados”, explica o Dr. Rios.

A divergência com a odontologia baseada em evidências

O ponto de ruptura ocorre quando essa abordagem questiona tratamentos padrão-ouro. Atualmente, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e as principais associações científicas não reconhecem a odontologia biológica como uma especialidade odontológica.

Essa falta de reconhecimento ocorre porque muitas das premissas dessa corrente divergem frontalmente da odontologia baseada em evidências — o pilar que garante a segurança do paciente. Enquanto a ciência busca preservar a estrutura dentária, certas vertentes “biológicas” promovem o que o CFO classifica como conceitos enganosos que podem levar a mutilações.

Mitos vs. Verdades: Onde mora o perigo?

Para ajudar você a navegar por essas informações, o Dr. José Antônio Rios esclarece três dos principais pontos de conflito:

1. A condenação do tratamento de canal

Um dos maiores perigos da odontologia biológica é a ideia de que o tratamento de canal “envenena” o corpo. Isso se baseia em uma teoria do início do século XX, já amplamente refutada, chamada Teoria da Infecção Focal.

2. A remoção indiscriminada de amálgama

A promessa de “desintoxicação de metais pesados” é um forte apelo comercial.

  • A realidade: Embora as restaurações modernas sejam de resina ou cerâmica, a remoção do amálgama antigo sem necessidade clínica gera mais exposição ao mercúrio (através do vapor durante o desgaste) do que mantê-lo na boca. No Crool by Rios, só removemos essas restaurações se houver infiltração, fratura ou desejo estético real do paciente, sempre com protocolos de segurança.

3. O conceito de “infecção total” e cavitações

Muitos profissionais dessa área diagnosticam “cavitações” nos ossos maxilares através de exames não validados, sugerindo cirurgias agressivas de raspagem óssea.

  • A realidade: Frequentemente, o que chamam de cavitação são apenas variações anatômicas normais ou cicatrizes ósseas sem relevância clínica.

O posicionamento do CFO: 11 perigos detectados

O Conselho Federal de Odontologia publicou recentemente um alerta rigoroso sobre os riscos dessa prática. Entre os pontos destacados pelo conselho, figuram:

  1. Indução ao medo: Uso de termos como “toxicidade” para assustar pacientes.

  2. Mutilação: Extração de dentes hígidos (saudáveis) ou com canais tratados.

  3. Custo excessivo: Cobrança de valores vultosos por “protocolos de desintoxicação” sem base científica.

  4. Atraso em tratamentos reais: Focar em causas supostamente “energéticas” enquanto infecções reais progridem.

Para o Dr. José Antônio Rios, o papel do conselho é vital para proteger a sociedade. “No Crool, seguimos rigorosamente as diretrizes do CFO. Nossa missão na odontologia é iluminar o caminho do paciente com a verdade, não com promessas mágicas que comprometem sua integridade física”, afirma o especialista.

Como identificar fake news e escolher um dentista de confiança

Com a explosão de conteúdos em redes sociais, separar o entretenimento da saúde tornou-se um desafio. Aqui estão orientações práticas do Crool by Rios para sua segurança:

  • Exija transparência: Se o dentista usa termos muito complexos ou “místicos” e você não entende o porquê do tratamento, pare. Um bom profissional deve explicar o diagnóstico de forma didática.

  • Questione a base científica: Pergunte: “Doutor, quais estudos ou diretrizes do CFO sustentam essa conduta?”. Um profissional atualizado saberá citar fontes sérias.

  • Cuidado com o “Protocolo Único”: A saúde é individualizada. Se um dentista oferece o mesmo “protocolo de remoção” para todos os pacientes, desconfie.

  • Verifique o registro: Consulte o site do CFO para verificar se o profissional possui especialidades registradas.

No Crool, a ciência e o acolhimento caminham juntos

O caso de Malu nos ensina que o arrependimento na odontologia pode custar caro, tanto financeiramente quanto para a saúde geral. A busca por uma vida saudável deve ser incentivada, mas nunca às custas da renúncia ao conhecimento científico acumulado por décadas.

No Crool by Rios, reconhecemos que cada paciente é um universo único. Nossa abordagem, liderada pelo Dr. José Antônio Rios, foca em um diagnóstico transparente, ético e, acima de tudo, conservador. Valorizamos a biocompatibilidade e as técnicas minimamente invasivas, mas sempre fundamentadas em evidências que garantam que você manterá seu sorriso original pelo maior tempo possível.

Se você tem dúvidas sobre algum procedimento que lhe foi sugerido ou busca uma segunda opinião baseada em seriedade e experiência, o Crool está de portas abertas para uma “escuta generosa” e um plano de tratamento que respeita sua saúde de verdade.

Então, cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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