Nos últimos anos, o debate sobre o uso recreativo e medicinal da cannabis ganhou novos horizontes no Brasil e no mundo. De acordo com reportagens recentes da CNN Brasil, estudos científicos têm acendido um alerta importante: o uso frequente de maconha pode impactar diretamente a integridade do seu sorriso.
Embora o tema ainda seja cercado de tabus, acreditamos que a informação é a melhor ferramenta para a saúde. Por isso, decidimos democratizar esse conhecimento, explicando como o hábito afeta a biologia da sua boca e como manter o cuidado preventivo sem julgamentos.
O primeiro impacto é a “boca seca”
Se você já teve contato com a substância, provavelmente conhece a sensação de “boca de algodão”. Cientificamente chamada de xerostomia, essa redução drástica no fluxo salivar não é apenas um desconforto passageiro, é a porta de entrada para problemas sérios.
De acordo com o Dr. José Antônio Rios, Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial, especialista em Periodontia e nome que assina o Crool by Rios, a saliva é o “detergente natural” da nossa boca. “A saliva regula o pH oral, neutralizando ácidos produzidos por bactérias e auxiliando na remineralização do esmalte dentário. Quando o THC (tetrahidrocanabinol) se liga aos receptores das glândulas salivares, ele ‘desliga’ a produção de saliva, deixando os dentes desprotegidos”, explica o especialista.
Por que a falta de saliva é perigosa?
Sem o fluxo salivar adequado, o ambiente bucal torna-se ácido e propício para:
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Proliferação bacteriana: Aumento das colônias de Streptococcus mutans.
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Doenças gengivais: A gengiva torna-se mais suscetível a inflamações (gengivite e periodontite).
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Mau hálito crônico: O acúmulo de resíduos sem lavagem salivar gera odores desagradáveis.
A “larica”, o açúcar e o ciclo da cárie
Antes de tudo, é fundamental desmistificar um ponto: a maconha, por si só, não causa cáries de forma automática. O canabidiol (CBD), por exemplo, possui propriedades anti-inflamatórias estudadas pela medicina. O problema reside no contexto do consumo.
Frequentemente, o uso recreativo vem acompanhado da famosa “larica” — uma fome intensa que, por razões neurológicas, prioriza alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar. “O perigo não está no hábito isolado, mas na combinação da boca seca com o consumo de doces e, muitas vezes, a negligência na higiene oral logo após o uso”, pontua o Dr. Rios.
Se você consome cannabis através de comestíveis, como brownies ou balas, o risco é dobrado: você está expondo seus dentes diretamente ao açúcar e à redução salivar simultaneamente.
Riscos além da cannabis: Vapes, narguilés e cigarros
Além disso, o impacto na saúde bucal não é exclusividade da maconha. Vivemos uma era em que diferentes formas de fumo são populares, e todas trazem desafios para o dentista.
| Tipo de fumo | Principal impacto bucal | Risco de câncer bucal |
| Cigarro comum | Manchamento e perda óssea severa | Altíssimo |
| Cigarro de palha | Alta temperatura agride a mucosa | Alto |
| Vape (eletrônico) | Irritação por propilenoglicol e calor | Em estudo (Moderado) |
| Narguilé | Alta concentração de toxinas e monóxido | Altíssimo |
| Maconha (fumada) | Xerostomia e Estomatite Canábica | Moderado/Alto |
O uso de vapes, por exemplo, tem preocupado a equipe do Crool. O vapor aquecido e os componentes químicos podem causar inflamações nas gengivas que muitas vezes são “mascaradas” pela falta de sangramento (devido à vasoconstrição), fazendo com que o paciente só perceba o problema quando ele já está avançado.
Complicações em procedimentos e anestesia
Este é, talvez, o ponto mais crítico para quem busca tratamento odontológico. O uso de cannabis pode interferir significativamente em cirurgias e procedimentos de rotina.
Segundo o Dr. José Antônio Rios, a transparência entre paciente e profissional é vital. “O uso recente de maconha pode alterar a eficácia dos anestésicos locais e aumentar a frequência cardíaca do paciente durante o procedimento. Além disso, substâncias presentes na fumaça comprometem a cicatrização, aumentando o risco de complicações pós-operatórias, como a alveolite (infecção no local da extração de um dente)”, alerta o especialista.
No Crool by Rios, nossos profissionais são treinados para acolher essas informações com sigilo e ética. Saber sobre o uso ajuda o dentista a ajustar a dosagem anestésica e o protocolo de medicação pós-operatória, garantindo sua segurança.
Estratégias de redução de danos para proteger seu sorriso
Se você faz uso de cannabis, seja por via medicinal ou recreativa, existem passos essenciais para minimizar os riscos à sua saúde bucal:
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Hidratação extrema: Beba água constantemente antes, durante e após o uso para compensar a xerostomia.
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Higiene rigorosa: Não ceda à preguiça da “larica”. Escove os dentes e use fio dental após consumir alimentos, especialmente se estiverem associados ao uso da substância.
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Estimulantes salivares: O uso de gomas de mascar sem açúcar com xilitol pode ajudar a estimular a produção de saliva.
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Check-ups regulares: Visite o dentista com maior frequência para limpezas profissionais e monitoramento da saúde gengival.
O diferencial Crool by Rios: Saúde sem tabus
No Crool, reconhecemos que a saúde bucal está intrinsecamente ligada ao estilo de vida de cada indivíduo. Por isso, utilizamos uma forma acolhedora para guiar o paciente ao melhor caminho.
O Crool by Rios é o lugar ideal para quem busca um acompanhamento odontológico de alta tecnologia que dialogue abertamente com sua realidade. O Dr. José Antônio Rios e sua equipe prezam por uma “escuta generosa”, onde você pode relatar seus hábitos com a certeza de que receberá orientações clínicas precisas, visando sempre a longevidade do seu sorriso e a sua qualidade de vida. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
