Médica olhando exames de sinusite odontogênica.

Rosto pesado e nariz entupido? A causa pode ser uma sinusite odontogênica

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Já sentiu uma pressão incômoda na face, o nariz entupido e uma dor de cabeça persistente? E o que você fez? Aposto que recorreu aos antialérgicos ou culpou a mudança de tempo. Pois é, comumente associamos a sinusite exclusivamente a gripes, resfriados ou crises de rinite. No entanto, o que poucos imaginam é que o vilão dessa história pode não estar no ar que respiramos, mas sim em nossa boca. Esse é o caso da sinusite odontogênica.

Em suma, estamos falando de uma condição onde a inflamação dos seios maxilares é desencadeada por problemas dentários. De acordo com a Dra. Juliana Mussi, cirurgiã bucomaxilofacial do Hospital Paulista, estima-se que entre 10% a 12% dos casos de sinusite tenham origem em infecções ou procedimentos dentários mal resolvidos.

Compreendemos que o corpo humano funciona como um sistema integrado. Para o Dr. José Antônio Rios, Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial e nome que assina o Crool by Rios, “a proximidade anatômica entre as raízes dos dentes superiores e o seio maxilar faz com que qualquer intercorrência na saúde bucal possa refletir diretamente na respiração e no bem-estar facial do paciente”.

O que é, de fato, a sinusite odontogênica?

Antes de tudo, para entender essa condição, precisamos visualizar a anatomia do nosso rosto. Os seios maxilares são cavidades ocas preenchidas por ar, localizadas logo acima das raízes dos nossos dentes superiores. Em muitas pessoas, a separação entre a raiz do dente e o seio maxilar é uma camada óssea extremamente fina, ou, em alguns casos, apenas uma membrana mucosa.

Quando ocorre uma infecção no dente ou na gengiva, as bactérias podem facilmente “atravessar essa fronteira”, colonizando o seio maxilar e gerando um quadro inflamatório severo. Diferente da sinusite viral, que costuma afetar ambos os lados do rosto, a sinusite odontogênica é predominantemente unilateral, concentrando-se no lado onde o problema dentário está localizado.

Quem pode desenvolver essa doença?

A relação entre a estrutura dentária e a sinusite foi objeto de um estudo profundo realizado pela pesquisadora Lívia Machado Lima Makris, no Programa de Pós-Graduação em Clínica Odontológica da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Lívia analisou exames de 113 pacientes, totalizando 226 maxilares e 1.660 raízes dentárias. Dessa forma, a pesquisa revelou que a proximidade ou o contato direto do ápice (a ponta) da raiz com o seio maxilar é um dos principais fatores de risco. Segundo a acadêmica, qualquer paciente com infecção endodôntica e proximidade radicular pode desenvolver o quadro, independentemente da idade — embora a média encontrada no estudo tenha sido de 34 anos.

“A medição precisa da distância entre o ápice do dente e o seio maxilar é fundamental. Dentes com cárie que causam necrose pulpar (morte do nervo) são gatilhos frequentes para a inflamação da mucosa sinusal”, explica Lívia Makris em sua pesquisa.

Como problemas dentários inflamam a face?

A sinusite odontogênica não surge do nada. Ela é, geralmente, a consequência de processos infecciosos ou procedimentos cirúrgicos. O Dr. José Antônio Rios destaca os principais fatores que observa em sua prática clínica no Crool by Rios:

  1. Infecções de canal (Endodônticas): Quando um tratamento de canal não é realizado ou falha, as bactérias no interior do dente podem migrar para o seio maxilar.

  2. Extrações dentárias: Se durante a retirada de um dente superior houver uma comunicação entre a boca e o seio (fístula bucosinusal), a contaminação é imediata.

  3. Implantes e enxertos ósseos: Procedimentos na região posterior da maxila exigem perícia. Um implante posicionado incorretamente pode perfurar a membrana do seio, causando a sinusite.

  4. Doenças gengivais avançadas: A periodontite severa pode destruir o osso de suporte e permitir que a infecção alcance as cavidades faciais.

  5. Cirurgias ortognáticas: Procedimentos de correção óssea da face também podem, se não monitorados, afetar a drenagem sinusal.

Como diferenciar da sinusite comum?

Identificar a origem da dor é o primeiro passo para o tratamento eficaz. Enquanto a sinusite comum costuma vir acompanhada de coriza clara e sintomas sistêmicos de gripe, a sinusite odontogênica apresenta sinais específicos:

  • Dor ou pressão unilateral: Apenas um lado do rosto dói.

  • Cacosmia: Um sintoma marcante onde o paciente sente um odor fétido intermitente dentro do nariz (cheiro de podre).

  • Gosto ruim na boca: Especialmente vindo da região de dentes posteriores.

  • Dor que piora ao abaixar a cabeça: Sensação de que o rosto está “pesado”.

  • Secreção nasal espessa: Frequentemente amarelada ou esverdeada em apenas uma narina.

  • Histórico de dor de dente recente: Ou procedimentos odontológicos realizados nos últimos meses.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da sinusite odontogênica exige uma abordagem multidisciplinar. Frequentemente, o paciente chega ao otorrinolaringologista, mas o médico, ao perceber que a inflamação é unilateral e resistente a antibióticos comuns, deve encaminhá-lo ao dentista.

A integração entre medicina e odontologia é vital. Se tratarmos apenas a sinusite com antibióticos, mas não removermos a causa (o dente infectado ou o implante mal posicionado), a doença voltará em pouco tempo, tornando-se crônica.

Por sua vez, o tratamento da sinusite odontogênica foca em duas frentes:

  1. Eliminação do foco infeccioso: Isso pode envolver o retratamento de canal, a extração do dente comprometido ou a correção de um implante.

  2. Drenagem e controle da inflamação: Uso de medicamentos específicos e, em casos mais graves, a lavagem do seio maxilar realizada pelo cirurgião bucomaxilofacial ou otorrino.

No Crool by Rios, nossa equipe de especialistas trabalha para garantir que o procedimento seja o menos invasivo possível, priorizando a preservação da estrutura óssea e a saúde sistêmica do paciente.

A prevenção como melhor caminho

A saúde começa pela boca, e a sinusite odontogênica é a prova cabal de que negligenciar uma pequena cárie ou um “incômodo” na gengiva pode resultar em complicações severas para todo o organismo. A prevenção e o atendimento profilático são as chaves para evitar que você precise de intervenções complexas.

Se você sente dores frequentes na face ou já tratou uma sinusite que “sempre volta”, o problema pode ser odontológico. O Crool é o lugar ideal para quem busca uma análise criteriosa e um atendimento que une o acolhimento humano à precisão científica. Agende sua avaliação e permita que o Dr. José Antônio Rios e nossa equipe multidisciplinar cuidem do seu sorriso e da sua saúde como um todo. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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