Pessoa em cadeira de rodas.

Dentista para pessoas com deficiência e a urgência da odontologia inclusiva

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A inclusão não é apenas uma palavra da moda, é um direito fundamental que deve ecoar em todos os consultórios de saúde. Recentemente, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD): Pessoas com Deficiência 2022, realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, revelou um dado que nos convoca à reflexão: o Brasil possui cerca de 18,6 milhões de pessoas com deficiência (com 2 anos ou mais). Isso representa 8,9% da população nessa faixa etária.

Apesar desse número expressivo, quando olhamos para o cotidiano, percebemos que a sociedade ainda caminha a passos lentos na adaptação para auxiliar essas necessidades. Na saúde, o cenário é desafiador. Frequentemente, a saúde bucal acaba ficando em segundo plano, pois as famílias e pacientes priorizam demandas emergenciais ou terapias contínuas como fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia.

No entanto, a boca é a porta de entrada para a saúde sistêmica. Buscar um dentista para pessoas com deficiência não deve ser uma medida de urgência, mas um pilar de qualidade de vida e dignidade.

O que define a pessoa com deficiência segundo a legislação brasileira?

Para compreendermos a dimensão do atendimento odontológico, precisamos primeiro entender quem estamos atendendo. A Lei Brasileira de Inclusão (LBI) é o norteador jurídico que define a deficiência como um impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial.

As categorias de deficiência e o olhar clínico

No Brasil, as deficiências são classificadas de forma didática para que possamos adaptar o cuidado:

  1. Deficiência Física: Alterações no aparelho locomotor, que exigem consultórios com acessibilidade arquitetônica (rampas, elevadores, portas largas, banheiros adaptados).

  2. Deficiência Visual: Cegueira ou baixa visão, demandando uma comunicação verbal muito mais descritiva e tátil por parte do dentista.

  3. Deficiência Auditiva: Perda bilateral, parcial ou total da audição, onde o uso da Libras ou de apoios visuais torna-se essencial.

  4. Deficiência Intelectual: Funcionamento intelectual inferior à média, manifestado antes dos 18 anos, que exige técnicas de manejo comportamental e paciência.

  5. Deficiência Psicossocial/Mental: Decorrente de transtornos mentais que podem dificultar a interação social e a aceitação do tratamento.

  6. Deficiência Múltipla: A associação de duas ou mais deficiências no mesmo indivíduo.

Para o Dr. Frederico Coelho, mestre, doutor em Implantodontia e fundador do Crool, a compreensão dessas nuances é o que diferencia um atendimento comum de um acolhimento humanizado. “Precisamos entender que a adaptação vai muito além da rampa na calçada. Ela passa pela forma como explicamos o procedimento e como preparamos o ambiente sensorial para receber cada indivíduo”, afirma o especialista.

Os principais desafios da saúde bucal em pacientes PCD

A literatura odontológica e a prática clínica mostram que pessoas com deficiência possuem uma maior suscetibilidade a doenças bucais. Isso não ocorre por uma falha biológica inerente à deficiência em si, mas por uma combinação de fatores sociais e clínicos.

Fatores de risco e patogenia

Dependendo da condição sistêmica, o paciente pode apresentar:

  • Alteração salivar: Muitos medicamentos contínuos (anticonvulsivantes, por exemplo) causam xerostomia (boca seca), o que retira a proteção natural da saliva e facilita o surgimento de cáries e doenças periodontais.

  • Dieta cariogênica: Em alguns casos de dificuldade de deglutição, a dieta tende a ser mais pastosa e rica em açúcares para facilitar a ingestão, o que aumenta o risco de cárie.

  • Dificuldade de higienização: Limitações motoras ou falta de compreensão sobre a técnica de escovação tornam a remoção da placa bacteriana ineficaz sem o auxílio constante de um cuidador treinado.

A importância da anamnese detalhada e do manejo personalizado

O atendimento de um dentista para pessoas com deficiência começa muito antes do paciente sentar na cadeira. A anamnese (entrevista inicial) deve ser profunda, coletando dados sobre a patologia, medicamentos em uso, histórico médico e, principalmente, o nível de colaboração e os gatilhos de estresse do paciente.

Dr. Frederico Coelho ressalta que “o planejamento, diagnóstico e prognóstico dependem inteiramente de quão bem conhecemos as particularidades daquele paciente. No Crool By Rios, valorizamos essa escuta generosa. Se o paciente tem uma limitação de mobilidade, nossa equipe é treinada para auxiliar na transferência para a cadeira ou até realizar procedimentos em posições adaptadas, sempre visando o conforto”.

O papel do especialista e a escassez no mercado

Um dado preocupante do Conselho Regional de Odontologia (CRO-GO) em 2019 apontou que, dos mais de 328 mil dentistas no país, apenas 718 possuíam a especialização em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais (PNE). Isso significa que menos de 0,3% dos profissionais são especialistas titulados para essa demanda.

Essa lacuna reforça a importância de instituições de referência. Em Goiás, temos o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer). Desde 2013, o Crer oferece um serviço odontológico de excelência para o perfil CER IX (deficiências física, intelectual, auditiva e visual). O hospital é uma referência vital pelo SUS, oferecendo especialidades como periodontia, endodontia e pediatria de forma altamente qualificada.

Onde o Crool By Rios entra nessa jornada?

Embora centros como o Crer sejam fundamentais para o suporte básico e especializado na rede pública, existem tratamentos de alta complexidade que muitas vezes não estão disponíveis em larga escala no SUS, como a reabilitação com implantes dentários e próteses avançadas.

É aqui que o Crool By Rios atua como um aliado complementar. Desenvolvemos nossa estrutura para ser inclusiva, removendo barreiras físicas e promovendo um atendimento de elite. “Muitas vezes, o paciente com deficiência é desenganado em relação a implantes devido à complexidade do manejo. No Crool, unimos tecnologia e treinamento para oferecer essas soluções, sempre avaliando a segurança do paciente em primeiro lugar”, explica o Dr. Frederico Coelho.

Se o caso exigir um nível de suporte hospitalar ou uma especialidade que não dispomos no momento, nossa ética profissional nos guia para auxiliar o paciente a encontrar o caminho correto, seja no Crer ou em outros parceiros especializados. O foco é nunca deixar o paciente sem resposta.

Dicas práticas para cuidados diários e prevenção

Para famílias e cuidadores, a manutenção da saúde bucal em casa é o maior desafio. Aqui estão algumas orientações sugeridas pela nossa equipe:

  • Estabeleça uma rotina: O previsível gera segurança. Tente realizar a higiene sempre nos mesmos horários.

  • Adapte as ferramentas: Escovas com cabos engrossados (pode-se usar uma bola de tênis ou plástico moldável) facilitam a empunhadura para quem tem limitações motoras.

  • Posicionamento: Nem sempre a escovação precisa ser no banheiro. Se for mais confortável para o paciente estar sentado no sofá ou na cama, faça-o ali, utilizando uma gaze úmida se necessário.

  • Profilaxia profissional: Visitas regulares ao dentista são cruciais. A limpeza profissional remove o que a escovação caseira não alcança, prevenindo inflamações graves.

A saúde bucal como porta para a dignidade

A odontologia para pessoas com deficiência não é apenas técnica, é a aplicação da empatia. Ao escolher um dentista para pessoas com deficiência, você está escolhendo alguém que enxerga o indivíduo além da sua condição clínica.

No Crool By Rios, buscamos o conhecimento técnico profundo e o compartilhamos de forma acolhedora. Acreditamos que a democratização da saúde bucal começa com a informação e termina com um sorriso funcional e saudável para todos, sem exceção. Tratamento odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.

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