As buscas no Google mostram que a saúde bucal é um tema de grande interesse público, especialmente quando associada a dores agudas. Diariamente, milhares de usuários digitam termos como “como aliviar dor no siso inflamado”, “o que é bom para gengiva inchada no fundo” e “pericoronarite siso remédio”. Além disso, uma dúvida recorrente e que gera muita ansiedade nos mecanismos de busca é: “pericoronarite pode matar?”. Essa preocupação demonstra a necessidade de democratizar informações científicas e seguras sobre o assunto.
O universo das celebridades e dos esportes de alta performance costuma parecer muito distante da nossa realidade. No entanto, existe um problema de saúde bucal capaz de interromper shows, desfalcar seleções e prejudicar o rendimento nas pistas: a inflamação do siso.
Esse problema ganhou destaque na mídia quando a cantora Pabllo Vittar precisou cancelar sua agenda para extrair os terceiros molares. Pouco tempo depois, em 2021, o volante Casemiro foi cortado da Seleção Brasileira devido a um processo infeccioso severo. Até mesmo o piloto de Fórmula 1, Charles Leclerc, teve seu desempenho afetado no Circuito das Américas em 2023 por um quadro correlato.
Abaixo, explicamos detalhadamente tudo o que você precisa saber sobre a pericoronarite.
O que é pericoronarite e quem ela costuma afetar?
Pois bem, a pericoronarite é um processo inflamatório de caráter infeccioso que envolve o tecido mole ao redor da coroa de um dente. Esse dente encontra-se em processo de erupção ou está semi-incluso, ou seja, nasceu apenas parcialmente. Na grande maioria dos casos clínicos, esse problema se manifesta nos terceiros molares inferiores, conhecidos popularmente como dentes do siso.
Quando o siso tenta nascer e não encontra espaço suficiente na arcada dentária, ele rompe apenas uma parte da gengiva. Consequentemente, forma-se uma espécie de “capuz” ou retalho gengival (chamado tecnicamente de opérculo) sobre a superfície do dente. Esse espaço anatômico se torna um verdadeiro nicho para o acúmulo de detritos alimentares e proliferação de bactérias nocivas.
Para o Dr. Frederico Coelho, fundador do Crool Centro Odontológico, Mestre e Doutor em Implantodontia, essa condição tem um público-alvo muito bem definido. “A pericoronarite siso afeta majoritariamente jovens adultos, na faixa etária entre 17 e 30 anos”, afirma o especialista. “Esse é o período cronológico em que os terceiros molares começam a erupcionar. Portanto, o monitoramento preventivo nessa fase é indispensável para evitar crises agudas”, complementa o Dr. Frederico Coelho.
Causas da pericoronarite: dos fatores comuns aos mais raros
Para compreender a evolução dessa patologia, é necessário analisar suas causas subjacentes de maneira profunda. O surgimento da inflamação envolve desde fatores mecânicos locais até alterações de ordem sistêmica.
Causas comuns
A causa primária e mais frequente é a anatomia desfavorável associada à dificuldade de higienização. Como o capuz gengival cobre parcialmente o siso, as cerdas das escovas comuns não conseguem alcançar a região subgengival. Dessa forma, o biofilme bacteriano se acumula rapidamente. O aprisionamento de restos de comida sob essa pele atua como um combustível para a multiplicação de microrganismos anaeróbios, desencadeando a infecção local.
Causas raras e fatores predisponentes
Por outro lado, existem causas menos comuns que agravam substancialmente o quadro clínico. O trauma oclusal mecânico é uma delas. Isso ocorre quando o dente do siso superior (antagonista) morde continuamente a gengiva inflamada do siso inferior durante a mastigação. Esse impacto constante traumatiza o tecido e intensifica o inchaço.
Além disso, fatores como o estresse emocional severo, noites mal dormidas e episódios de fadiga extrema reduzem a imunidade do paciente. Da mesma forma, infecções recentes nas vias aéreas superiores, como amigdalites ou faringites, deixam o organismo vulnerável. Essa queda na resistência imunológica permite que bactérias oportunistas colonizem o capuz pericoronal de forma agressiva.
Sintomas de pericoronarite: como o corpo acende o sinal de alerta
A manifestação dos sintomas varia de acordo com a gravidade e o estágio da infecção. Reconhecer os sinais iniciais impede que a inflamação se espalhe para outras regiões da face.
Os principais sintomas relatados pelos pacientes incluem:
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Dor intensa e pulsátil: O desconforto começa na região do siso, mas irradia frequentemente para o ouvido, têmpora e mandíbula.
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Edema e vermelhidão na gengiva: O tecido pericoronal fica extremamente inchado, sensível ao toque e avermelhado.
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Halitose e gosto desagradável: O acúmulo de pus sob o capuz gengival provoca mau hálito persistente e um sabor amargo na boca.
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Trismo mandibular: Ocorre uma contratura muscular reflexa que gera extrema dificuldade ou impossibilidade de abrir a boca.
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Sintomas sistêmicos: Em casos avançados, o paciente apresenta febre, calafrios, mal-estar geral e a presença de ínguas (linfonodos aumentados) na região do pescoço.
Abaixo, apresentamos uma tabela estruturada para facilitar a identificação dos estágios da doença:
| Estágio clínico | Sinais e sintomas principais | Riscos associados |
| Fase leve | Dor localizada, leve inchaço gengival, ausência de pus ou febre. | Desconforto na mastigação, evolução para a fase moderada caso não higienizada. |
| Fase moderada | Dor irradiada, secreção purulenta visível sob pressão, mau hálito acentuado. | Propagação bacteriana local, dificuldade inicial para engolir. |
| Fase severa/Aguda | Trismo severo (boca travada), febre, prostração, linfonodos cervicais doloridos. | Disseminação para espaços fasciais profundos do pescoço (Angina de Ludwig). |
Do diagnóstico ao tratamento
O diagnóstico da pericoronarite siso é essencialmente clínico e deve ser realizado por um cirurgião-dentista experiente. No Crool, o Dr. Frederico Coelho utiliza exames clínicos minuciosos associados à radiografia panorâmica. “O raio-X nos permite avaliar o posicionamento do siso, a relação com o dente vizinho e a quantidade de osso disponível”, detalha o profissional.
O tratamento clínico depende diretamente do estágio de evolução da doença, dividindo-se em medidas imediatas e resoluções definitivas.
Tratamento da fase aguda (Controle da infecção)
Nenhum procedimento cirúrgico invasivo, como a extração, deve ser feito enquanto a infecção estiver ativa e purulenta. Fazer uma cirurgia nesse momento aumenta o risco de disseminação bacteriana pela corrente sanguínea. Portanto, as condutas iniciais focam em estabilizar o paciente:
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Debridamento e limpeza profissional: O dentista realiza uma irrigação abundante sob o capuz gengival com solução de clorexidina a 0,12% ou soro fisiológico, removendo detritos.
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Terapia medicamentosa sintomática: Prescreve-se analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (como ibuprofeno) para o manejo da dor e do edema.
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Antibioticoterapia: Indicada rigorosamente quando há comprometimento sistêmico (febre, trismo ou ínguas). O uso de Amoxicilina isolada ou combinada ao Metronidazol combate a infecção bacteriana profunda.
Resolução definitiva
Após a remissão completa dos sintomas agudos, planeja-se a eliminação definitiva da causa:
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Ulectomia ou ulotomia: Consiste na remoção cirúrgica do pedaço de gengiva que recobre a coroa. Essa técnica é indicada raramente, apenas se o siso tiver espaço e estiver na posição correta para nascer.
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Exodontia (extração do siso): É o tratamento padrão ouro na odontologia moderna. Ao remover o dente do siso, elimina-se o espaço anatômico problemático, extinguindo qualquer chance de recidiva da pericoronarite siso.
Orientações ao paciente: como prevenir e o que fazer?
Se você se identificou com algum dos sintomas descritos, o passo mais importante é agendar uma consulta odontológica imediatamente. Evite receitas caseiras milagrosas, como bochechos agressivos ou a aplicação de substâncias inadequadas sobre a gengiva. Do mesmo modo, nunca recorra à automedicação com antibióticos. O uso incorreto desses medicamentos mascara os sintomas e contribui para o surgimento de bactérias superresistentes.
Para prevenir a ocorrência desse quadro inflamatório, a melhor estratégia baseia-se na prevenção e na higiene bucal meticulosa. O uso de escovas do tipo “uni-tufo” ou “interdentais” facilita a limpeza atrás do último dente da arcada. Além disso, manter consultas regulares ao dentista permite monitorar o posicionamento do siso antes mesmo que ele comece a rasgar a gengiva.
No Crool By Rios, reconhecemos a complexidade da relação entre a saúde da boca e o bem-estar geral. Nossos profissionais são treinados para realizar uma avaliação humanizada, acolhedora e altamente técnica. Compreendemos perfeitamente que, para além de proporcionar um sorriso bonito, o Crool busca contribuir ao máximo para a melhor qualidade de vida de cada paciente. Isso implica necessariamente em oferecer um cuidado sistêmico e integrado. Cuidado odontológico? Crool, é lógico. Clique aqui e agende sua avaliação.
